Aqui foi feriado somente em 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos. Portanto, tínhamos apenas 3 dias e achamos que essas cidades merecem mais.
Pensamos também em ir para o Sul (Nápoles, Sicília...), mas os preços das passagens também estavam altos.Finalmente, pensei no Bernina Express, um trem panorâmico que vai do norte da Itália até Chur (pronuncia-se Kur), na Suíça.
O principal da viagem, o passeio de trem, seria em um lugar quentinho. A cidade, pequena, não iria requerer muito tempo. Parecia perfeito!
E foi. Choveu forte em Milão e em praticamente toda a Itália, mas em Chur estava sol, temperaturas amenas e apenas um ventinho chato que trazia um pouco de frio.
Nosso passeio começou em Tirano, a 163 km de Milão. Chegamos 3hs antes do horário de partida do trem (14h), para conhecer a cidade. Apenas chegamos, Davide se lembrou que o prato da região, Valtellina, era pizzoccheri, uma espécie de tagliatelle curto, com pedaços de batata, couve, queijo fontina e muita manteiga! Um prato pesadíssimo, mas justo para uma população alpina.Depois de tomar vinho e comer pizzocheri, eu entrei no trem morrendo de sono! Mas a paisagem me manteve acordada.
A ferrovia do Bernina Express, construída em 1910, foi incluída pela UNESCO na lista de Patrimônio da Humanidade. Freqüentemente citada como a rodovia mais bonita da Suíça, passa por 55 túneis e 196 pontes, algumas delas verdadeiras maravilhas da engenharia.
O trem, panorâmico, é de vidro até o teto, aumentando ainda mais a visão de uma paisagem típica de calendários: pequenos vilarejos nos vales, montanhas cobertas de neve, vaquinhas pastando.A viagem dura 4 horas e seu ponto alto (em todos os sentidos) é Ospizio Bernina, a 2253 metros de altitude. A paisagem é toda branca, coberta de neve. Linda. Cenário de contos de fadas, tipo Bambi.
Chegamos em Chur às 18h e já estava escuro, mas parecia 22h! Todas as lojas fechadas, a cidade deserta. Estávamos cansados e jantamos no restaurante do hotel mesmo.
No domingo, sem pressa, saímos para conhecer a cidade. Continuava tudo deserto e fechado. A cidade é pequena mas é uma graça, bem típica. Ficamos o dia inteiro andando e tirando fotos lindas.
No almoço comemos Pretzel mas para o jantar queríamos algo mais típico. O problema é que os cardápios dos restaurantes eram todos em alemão e entendíamos muito pouco. Pela primeira vez na vida estive em um lugar onde não conheço a língua e me sentia totalmente impotente! Não me preocupei em aprender nem "obrigado" em alemão, porque a Suíça é um país trilíngüe e imaginamos que ao menos um pouco de italiano eles soubessem, mas estávamos enganados.
Finalmente achamos um restaurante só de fondue e jantamos ali. A garçonete, muito atenciosa, falava um ótimo inglês com sotaque britânico, uma graça. Acho que foi a comida mais típica que comemos, porque não compramos um único chocolate!
Como eu disse, tudo estava fechado no domingo. Na segunda não era feriado para eles, as lojas estava abertas, mas achamos só umas 3 lojas de chocolate, perto da estação, bem coisa de turista. Um Lindt, que aqui custa 3€, lá custava 6 francos (5€!). Depois soube que a Suíça é cara e s
e come mal. O franco vale menos que o Euro, mas os salários deles devem ser maiores.
e come mal. O franco vale menos que o Euro, mas os salários deles devem ser maiores.Voltamos diretamente para Milão, um trecho de ônibus e depois de trem, já que não havia um trem direto. A paisagem continuava linda. Mas é só chegar ao sul, à "Suíça italiana" e se percebe a diferença: tudo mais bagunçado e colorido; o banheiro da estação de trem, mais sujo.
Incrível como em um país tão pequeno os costumes mudem tanto de uma região para a outra. Agora falta só conhecer a "Suíça francesa"!

