sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dois mil e dez (onde tudo pode acontecer)

Apesar de estarmos a poucas horas de 2011, não tenho a sensação que o ano esteja acabando. Porque, pra mim, Natal e Ano Novo é com calor; frio é no meio do ano. Mesmo já tendo passado o Natal, essa sensação não muda.
Ainda mais porque decidimos não viajar e ficar em Milão mesmo. Eu gostaria de viajar para algum lugar mais quente, como sul da Espanha ou sul da Itália, mas acabou não dando certo. Acho que foi melhor assim, porque este ano os aeroportos estão realmente uma bagunça, então o melhor é ficar em casa mesmo.
2010 foi um ano tão agitado que vai ser difícil ter outro assim. Foi um ano de grandes mudanças, pra fechar uma década de grandes mudanças também (pelo menos pra mim).
2010 começou com muita chuva e com o Davide me dizendo que, às portas dos 29 anos, não poderíamos mais perder tempo no Brasil esperando uma oportunidade de trabalho. Eu chorei e disse que não queria morar na Itália, pois temia o que mais odeio aqui: o frio. Mas aos poucos fui me acostumando à idéia e tudo foi nos empurrando para a mudança.
O ano começou também com minha sogra hospedada em casa, uma prova de paciência. Admito que não foi fácil, mas foi gratificante. E ainda é, quando ela se emociona ao ver suas fotos no Rio ou ao contar da viagem para alguém "Quando eu, nessa idade, na cadeira de rodas, ia imaginar fazer uma viagem dessas, subir no Cristo Redentor? Foi emocionante!".


Foi o ano do casamento do meu irmão, que me deixou mais ansiosa, nervosa e emocionada que o meu próprio casamento! Foi quando ganhei a melhor cunhada e um sobrinho culto que é uma graça!



Ano em que me decepcionei com gente muito próxima, mas me reaproximei de antigas amizades há muito perdidas. Paulinha, obrigada pelos longos emails, pelo post de aniversário, por me deixar acompanhar o desenvolvimento do Caio. Que 2011 comece bem com a chegada dele!
Ter que encontrar o momento certo para contar a todos que estávamos partindo também não foi fácil, mas foi fortalecedor. Quem enfrentou isso, enfrenta qualquer coisa.
Organizar mudança transcontinental, ter que pensar em tudo que fica, o que vai, documentos, procuração, cartão de crédito, FGTS, Seguro Desemprego, justificativa eleitoral, Permesso di Soggiorno, Codice Fiscale, Residenza. Ufa! Espero que em 2011 não tenha que lidar com tanta burocracia como em 2010!
Foi um ano para exercitar a paciência: 2 meses sem marido, 3 meses sem casa, ansiedade pra chegar na Itália; chegar já pensando em voltar ao Brasil, em Novembro. Pois é, não deu, foi triste não poder comemorar os 60 anos da minha mãe, mas Fevereiro tá logo aí. Haja paciência!
Monte Carlo
Também foi hora de quebrar recordes: encontrar emprego em 20 dias, num país estrangeiro, vai ser difícil superar! Recorde também de temperatura: -5˚C às 8h da manhã, ou ao meio-dia, não faziam parte da minha rotina. E um recorde a ser quebrado em 2011: viagens. Nunca havia colocado meus pezinhos em tantos países num ano só: Brasil, Itália, França, Mônaco, Suíça!

E finalmente 2010 sempre será lembrado por ter visto neve (caindo) pela primeira vez na vida. Os floquinhos de algodão caindo do céu e derretendo no chão, ou grudando na sua roupa.
Foi um ano de muito novidade, adaptação, muito queijo e muito vinho! Muita conversa via email, Skype, MSN. Não sei o que seria de mim sem a internet...
Depois de tudo isso, eu só posso desejar que 2011 seja um ano tranquilo!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Stomaco-dipendente


Davide diz que a sociedade italiana é "stomaco-dipendente", e ele tem toda razão.
Mas só comecei a perceber isso quando minha sogra esteve no Brasil por 3 meses. Ou melhor, não percebi, achei que eram manias devido à doença dela. Percebi mesmo quando cheguei aqui.
Da minha sogra tenho pérolas como: "arroz prende o intestino" ou "doce de banana é pesado" (torrone não, né?). A clássica foi quando ela comeu sagu com vinho, na noite de Ano Novo, e no dia seguinte disse que não havia dormido bem, pois sentia "aquelas bolinhas subindo e descendo".
Acabo de voltar do almoço, onde escutei que comer frutas logo após as refeições atrapalha a digestão! Que o estômago pára de digerir a carne ou a "pasta" para digerir a fruta! Onde, meu Deus??
O pior é que não é uma "crença popular", os médicos também pregam esses absurdos! E todo mundo acredita!
Se você disser pra minha sogra que está com dor de cabeça, ela diz que é a digestão, e te manda tomar um remédio para o estômago. Já ouvi gente dizer que vai pôr uma blusa porque está ventando, e o vento frio na barriga pode atrapalhar a digestão (isso em pleno verão). Tem também a clássica "tomar um café depois do almoço para facilitar a digestão". Além disso, é enorme o consumo de água com gás aqui. Por quê? Porque facilita a digestão, claro. Os licores (limoncello, amaretto) que são servidos ao final da refeição, são chamados de "digestivos"!
Davide adora nosso arroz branco. Tanto que, muitas vezes, eu tenho que "impor" risoto ou pasta ao cardápio, porque, por ele, comeríamos arroz branco todos os dias. Mas pra ele o arroz só é bom mesmo se feito com alho, com cebola não tem o mesmo gosto. Quando ele diz isso todo mundo torce o nariz e acha que é "indigesto", mas adoram quando provam!
O ápice do absurdo foi quando vi, na TV, uma propaganda de uma sobremesa pronta, e no final a mocinha dizia que ajudava na digestão! Desde quando doce pronto facilita a digestão? Comentei com o Davide e a resposta foi que aquele doce não vendia muito, então eles colocaram a palavrinha mágica (digestão) para  melhorar as vendas. Dá pra acreditar?
Note-se que tudo gira ao redor do estômago. Não só na hora de preparar pratos conhecidos mundialmente, mas também na hora de digeri-los!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

There's no place like Rome


Roma é meu Rio de Janeiro na Itália. É a cidade a 500 km de casa onde sonho morar um dia. Por enquanto vivo na cidade dos negócios, onde se ganha dinheiro, e enfrento 3hs de trem para atingir meu sonho.
Romanos e milaneses são como paulistas e cariocas. Um diz que o outro não trabalha e só curte a vida; este responde que a cidade do colega é fria e não tem nada de interessante.
Cariocas são arrogantes porque sabem que moram em uma das cidades mais lindas do mundo. Romanos são orgulhosos de morar na primeira metrópole do mundo, berço da civilização moderna. Sabem da beleza e importância de sua cidade. E que, faça chuva ou faça sol, milhões de turistas do mundo todo sonham em vê-la ao menos uma vez na vida.
Estive em Roma no último fim de semana pela segunda vez, e sempre volto pra casa surpresa, encantada e grata pela oportunidade de vê-la. Decidimos comemorar meu aniversário ao lado de nossos amigos romanos, Edoardo e Livia. Que, aliás, são um capítulo a parte na nossa história com Roma.
Davide os conheceu em SF, e eu conheci Davide no dia da despedida deles. Ou seja, mal falei com eles. Mas quando vim para a Itália em 2007, passamos o Réveillon em Roma, e os conheci melhor. São muito simpáticos e atenciosos, como os cariocas.
Edo e Livia foram os únicos amigos italianos que foram ao nosso casamento no Brasil, e isso só aumentou minha admiração por eles. Ficaram em nossa casa e passamos 10 dias de muitas risadas. Eles são inteligentes e não perdem uma piada.
Edoardo soube aproveitar o presente divino que é nascer em Roma. Conhece cada cantinho da sua cidade e tem prazer em te contar. Quando criança, a cada domingo seu pai o levava para ver um monumento diferente e explicava sua história. Além disso, ele gosta de ler e se interessa pela história da cidade. Dá pra imaginar o prazer de ter uma pessoa assim como guia?
Além disso, Edo é apaixonado por fotografia, como Davide, e os dois passam o tempo todo falando da luz, do foco, de exposição e abertura da lente.
Livia não perde uma balada, sempre sabe onde está acontecendo uma festa. E faz questão de nos levar, mesmo que não tenhamos sido convidados.
Edo e Livia falam com forte sotaque romanesco, antigo dialeto de Roma. Hoje não há mais diferenças entre as palavras do italiano corrente e do dialeto, mas na cadência sim, no modo de falar "comendo" as palavras. Me divertia dizendo que não entendia o que eles falavam (o que muitas vezes era verdade) e Edoardo me chamava de "extra-comunitária" (imigrante de fora da UE). Seus amigos diziam que meu modo de falar é divertido, pois além do sotaque brasileiro, tenho também o sotaque milanês. E claro, acreditam que seu modo de falar é o mais correto, já que Roma é a capital.
Com toda essa companhia, evitamos os lugares muito turísticos, sempre cheios. Só quis entrar no Panteão, já que estava fechado da outra vez, e me irritei com a quantidade de gente parada tirando foto de tudo.
Depois saímos andando, passamos por algumas praças, sempre com alguma explicação histórica, pelo gueto e chegamos à beira do rio Tibre, onde acabava a cidade, antigamente. Descemos até a margem, já que as águas estavam baixas, e só se ouvia o barulho do rio, nem parecia que estávamos no meio de Roma. Depois passamos a tarde andando por Trastevere, um bairro famoso por sua vida noturna, mas muito tranqüilo durante o dia. Com suas ruazinhas estreitas, parece uma antiga cidade medieval, uma graça.
Infelizmente no domingo estava chovendo, e entramos no Castelo Sant'Angelo. Do terraço, têm-se uma vista linda do Vaticano, da cidade, mas o tempo não colaborou. Mesmo assim tiramos várias fotos, mas todas com aquele céu cinzento.
Depois Livia nos levou para dar uma volta de carro, já que a chuva não cessava, e acabamos em Termini, a estação de trem.
A sensação de poder andar por Roma com calma, sabendo que se pode voltar quando quiser, é maravilhosa. Mas chega de viajar no frio, agora quero vê-la na Primavera!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bernina Express

Definir o que fazer no feriado foi difícil, mas valeu a pena. Nossa primeira idéia era ir pra Roma, mas nossos amigos foram viajar também. Depois pensamos em Praga, Munique, Viena, usando as milhas Lufthansa de Davide, mas o frio e o pouco tempo nos desencorajaram.
Aqui foi feriado somente em 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos. Portanto, tínhamos apenas 3 dias e achamos que essas cidades merecem mais.
Pensamos também em ir para o Sul (Nápoles, Sicília...), mas os preços das passagens também estavam altos.
Finalmente, pensei no Bernina Express, um trem panorâmico que vai do norte da Itália até Chur (pronuncia-se Kur), na Suíça.
O principal da viagem, o passeio de trem, seria em um lugar quentinho. A cidade, pequena, não iria requerer muito tempo. Parecia perfeito!
E foi. Choveu forte em Milão e em praticamente toda a Itália, mas em Chur estava sol, temperaturas amenas e apenas um ventinho chato que trazia um pouco de frio.

Nosso passeio começou em Tirano, a 163 km de Milão. Chegamos 3hs antes do horário de partida do trem (14h), para conhecer a cidade. Apenas chegamos, Davide se lembrou que o prato da região, Valtellina, era pizzoccheri, uma espécie de tagliatelle curto, com pedaços de batata, couve, queijo fontina e muita manteiga! Um prato pesadíssimo, mas justo para uma população alpina.
Depois de tomar vinho e comer pizzocheri, eu entrei no trem morrendo de sono! Mas a paisagem me manteve acordada.
A ferrovia do Bernina Express, construída em 1910, foi incluída pela UNESCO na lista de Patrimônio da Humanidade. Freqüentemente citada como a rodovia mais bonita da Suíça, passa por 55 túneis e 196 pontes, algumas delas verdadeiras maravilhas da engenharia.
O trem, panorâmico, é de vidro até o teto, aumentando ainda mais a visão de uma paisagem típica de calendários: pequenos vilarejos nos vales, montanhas cobertas de neve, vaquinhas pastando.
A viagem dura 4 horas e seu ponto alto (em todos os sentidos) é Ospizio Bernina, a 2253 metros de altitude. A paisagem é toda branca, coberta de neve. Linda. Cenário de contos de fadas, tipo Bambi.
Chegamos em Chur às 18h e já estava escuro, mas parecia 22h! Todas as lojas fechadas, a cidade deserta. Estávamos cansados e jantamos no restaurante do hotel mesmo.
No domingo, sem pressa, saímos para conhecer a cidade. Continuava tudo deserto e fechado. A cidade é pequena mas é uma graça, bem típica. Ficamos o dia inteiro andando e tirando fotos lindas.
No almoço comemos Pretzel mas para o jantar queríamos algo mais típico. O problema é que os cardápios dos restaurantes eram todos em alemão e entendíamos muito pouco. Pela primeira vez na vida estive em um lugar onde não conheço a língua e me sentia totalmente impotente! Não me preocupei em aprender nem "obrigado" em alemão, porque a Suíça é um país trilíngüe e imaginamos que ao menos um pouco de italiano eles soubessem, mas estávamos enganados.
Finalmente achamos um restaurante só de fondue e jantamos ali. A garçonete, muito atenciosa, falava um ótimo inglês com sotaque britânico, uma graça. Acho que foi a comida mais típica que comemos, porque não compramos um único chocolate!
Como eu disse, tudo estava fechado no domingo. Na segunda não era feriado para eles, as lojas estava abertas, mas achamos só umas 3 lojas de chocolate, perto da estação, bem coisa de turista. Um Lindt, que aqui custa 3€, lá custava 6 francos (5€!). Depois soube que a Suíça é cara e se come mal. O franco vale menos que o Euro, mas os salários deles devem ser maiores.
Voltamos diretamente para Milão, um trecho de ônibus e depois de trem, já que não havia um trem direto. A paisagem continuava linda. Mas é só chegar ao sul, à "Suíça italiana" e se percebe a diferença: tudo mais bagunçado e colorido; o banheiro da estação de trem, mais sujo.
Incrível como em um país tão pequeno os costumes mudem tanto de uma região para a outra. Agora falta só conhecer a "Suíça francesa"!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novembro

Novembro sempre foi meu mês preferido, o mais bonito do ano. A primavera atinge seu ápice, a temperatura aumenta, nos aproximamos do fim do ano.
Mas, principalmente, porque é o mês dos aniversários.
Eu gosto de pensar que toda essa história começou com minha mãe, que nasceu em 09/11/1950. Dois anos depois ela ganhou um irmão, em 01/11. Aí, ela resolveu se casar com um homem que tinha duas irmãs nascidas em Novembro (05 e 18) e uma prima também no dia 1º. Não contente, resolveu ter os dois filhos no mesmo mês: o primeiro, dia 08, deveria nascer em Outubro e por pouco não nasceu no mesmo dia que a mãe, a segunda, 24, deveria nascer em Dezembro mas, ansiosa que só, quis fechar o mês com chave de ouro. (Até aqui na Itália ganhei um primo do dia 1º)
E então começou essa festança todos os finais de semana, que eu adorava quando era criança. Gostava também de ganhar presentes por 3 meses (Dia das Crianças, Aniversário, Natal). Dizia até que meus filhos também nasceriam em Novembro, mas depois que comecei eu mesma a comprar todos os presentes, mudei de idéia.
Ao longo da vida conheci muitos escorpianos e sagitarianos, colegas de faculdade, colegas de trabalho, amigos, pais de amigos, chefes (incluindo o atual). Brincamos com a teoria que somos todos consequência do Carnaval, o que, em muitos casos, é verdade.
Este ano o mês é ainda mais especial, sexagésimo ano de quem começou toda essa história. Todo mundo sabe que queria voltar ao Brasil para fazer uma surpresa. Mas só eu sei o quanto estou triste em não poder.
Para mim, o aniversário de uma pessoa é o dia mais importante do ano, mais importante que Natal ou qualquer outra data. Porque, afinal, é o dia que se chegou ao mundo, e cada ano é uma etapa vencida e deve ser comemorada! Gosto de me sentir especial no meu dia e quero que as outras pessoas também se sintam assim nos seus dias.
Quando se faz 60 anos com a sensação de dever cumprido, apesar de todos os obstáculos, a data deve ser mais do que especial! E por isso planejei um churrasco surpresa e comprei meu bilhete de volta (já que toda viagem internacional deve ter ida e volta) para 05/11. Mas eu comecei a trabalhar mais cedo do que imaginava e não podia recusar trabalho por conta desta viagem ou até mesmo inventar uma desculpa qualquer para pegar 1 semana de folga. Eu não sei mentir. Talvez o fato de eu não ir seja um presente, pois desde cedo aprendi com ela a ter responsabilidade.
Nunca faltei a um aniversário e justo neste, que é especial, a comemoração será online, o que não deixa de ser diferente.
Meu presente continua sendo a festa, que não é mais surpresa, graças ao meu irmão. Minha passagem vai ser reembolsada (ainda bem!) e quem sabe ano que vem volto para a terrinha com as malas cheias de presentes atrasados.
A todos os aniversariantes de Novembro, desculpas pela minha ausência e desejo que tenham o melhor aniversário de suas vidas!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

À prova

Fonte de água natural
Via Domenichino (Zona Fiera)
Odeio frio mais do que bife de fígado e sapato que machuca (mesmo que seja Melissa!).
E esse foi um ponto contra quando decidimos vir para Milão. Sabia que não seria fácil passar por 6 meses de dias cinzentos e frios, sem nenhuma esperança que "a frente fria se afaste para o Oceano". Mas procurei pensar que milhões de pessoas sobreviveram a isso, porque eu não?
Aliás, é assim que procuro pensar em todas as situações. Quando meu pai faleceu, pensava nas crianças que perderam o pai ou que nem chegaram a conhecê-lo...
A verdade é que você acostuma, e que ter aquecimento em casa, no escritório, no metrô, facilita muito.
De manhã, quando saio de casa, a temperatura fica em torno de 5ºC. A máxima do dia fica em 16ºC. Pior que todo mundo diz que não é normal para essa época, deveria ser mais "quente". E, claro, o Inverno promete ser bem rigoroso.
Antigamente, fazia 14ºC em SP, eu já tava de botas, luva e gorro. Quando vim pra cá em 2007, peguei mínima de -4ºC, e quando voltei pra SP, percebi que estava mais resistente ao frio.
Algumas vezes saio de casa com meias grossas e sapatilhas, já que caminho 500mts até o metrô e depois não enfrento grande frio. E vejo que a mulherada anda de saia na maior, com meias grossas claro. O segredo é aquecer o tórax, com cachecol e casacão.
Dentro de casa tem feito 23ºC, o que dificulta um pouco na hora de pensar o que vestir. Mas não posso reclamar de ficar em casa com pouca roupa. hehehe
O segredo é evitar lugares abertos. Em 2007 viajamos muito, e fazer turismo no Inverno definitivamente não é legal. Agora, procuramos sair durante a semana (jantar, lojas, etc.), pois já estamos na rua mesmo. No fim de semana, o bom mesmo é ficar em casa, tomando vinho, sopinha, comendo queijos...
Aliás, o melhor de tudo é que tenho visto o ponteiro da balança baixar. Consumo um monte de calorias, mas meu corpo utiliza todas para me aquecer!! Quer coisa melhor?
No fim, com um pouco de adaptação, acho que sobrevivo a mais essa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vaidades

Em todas essas minhas andanças, nunca fiz a unha fora de "casa" (leia-se Brasil).
Nos 3 meses em SF, eu mesma cortava e passava sempre uma base ou rosinha. Fiz um pit-stop de 1 semana no Brasil, fiz a unha, claro, e mais 3 meses de Itália, me virando.
Mas agora eu vim pra ficar. E nos primeiros 3 meses eu me virei. Comprei esmaltes lindos da Maybelline, super fáceis de aplicar, punha o pé de molho na banheira e fazia o serviço completo.
Comecei a trabalhar, usar sapato e meus "cantinhos" começaram a pedir uma profissional. Sou muito chata com isso, mesmo no Brasil, vivia trocando de pedicure se não encontrasse uma que cortasse bem meus cantinhos e não deixasse nada incomodando.
Desde que cheguei, sempre dou uma olhadinha na tabela de preços dos cabeleireiros e nunca vejo "manicure" na lista. Semana passada descobri, através de colegas de trabalho, que manicure e pedicure ficam em centros de estética (depilação, drenagem, bronzeamento artificial, etc.), não em cabeleireiros.
Aí minha busca ficou mais fácil, mas e o medo de pagar caro e não resolver meu problema? Todo mundo já escutou falar que só as brasileiras tiram cúticula e não queria ser a primeira a provar.
Buscando "pedicure" na internet, aqui na região, resolvi acrescentar a palavra "brasiliana". Bingo! Achei um salão a 500mts. do escritório! E um salão tipicamente brasileiro, com cabeleireira, depilação, tudo no mesmo lugar!
Por 20€ fiz um pé nota... 9. Tem gente que vai achar caro, outros não, mas se você pensar que eu pago 30€ no bilhete mensal do metrô, é caro, vai? Ainda mais que a mocinha estava cheia de esmaltes Impala! Escuta aqui, eu tô pagando em euro pra usar Impala? Revirei o carrinho até achar um L'Oréal.
Então conversei com a Fernanda e ela disse que também faz em casa desde que chegou, e não sabe como é. Mas suas amigas brasileiras disseram que a manicure só empurra a cutícula e passa o esmalte de qualquer jeito, não caprichando nos cantos. A limpeza dos excessos também não é lá essas coisas. Palavras da Fê: "Desse jeito eu também sei fazer, não preciso pagar 15€". Também acho que faço melhor.
Depois disso, comecei a prestar atenção na mulherada do metrô. Ninguém faz a unha! Todo mundo de unha curtinha, sem nem uma base! Conversei com uma amiga que morou em Londres e ela disse que lá é até pior, que o pessoal deixa uma escovinha no banheiro pra limpar a unha, já que nunca cortam e limpam. Argh.
Mas preste atenção nos cabelos e nos rostos. As italianas adoram uns penteados diferentes, e não vivem sem maquiagem! Eu sempre adorei um batonzinho e uma sombra, mas aderi ao blush há pouco tempo e ainda hoje não gosto de 1kg de base na pele, prefiro um pó bem suave (mineral, de preferência). E também descobri que em Londres é igual, e que a maquiagem é tão barata porque todo mundo usa muito!
Engraçado como são os valores, né? Claro que também gostamos de maquiagem, mas acho que, mesmo em SP, usamos menos que aqui. A mulherada no Rio então, usa menos que em SP. E a unha, todo mundo faz.
A Zeza, tão querida e já famosa, faxineira de toda a família, diz que faz a unha mesmo sabendo que os produtos de limpeza vão estragar, mas que não fica sem unha feita.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Visita ao Hospital

Quando eu estava em San Francisco, escrevi que a só se conhece bem uma cidade revirando todos os cantinhos, inclusive o hospital.
Davide conheceu a Santa Casa de Ubatuba, quando quebrou o dedinho do pé no fim de semana mais bonito que eu já vi por lá.
Eu conheci o "Ospedale San Carlo Borromeo" na madrugada de segunda.
Antes de dormir, estava com um pouco de coceira no braço e umas bolinhas vermelhas. Visto meu histórico de alergias, achei que era normal, talvez por causa do frio. Acordei às 2h coçando toda, com manchas vermelhas (tipo picada de inseto) pelas costas, barriga e braços. Tomei um Polaramine e tentei dormir, mas não consegui. Davide achou melhor me levar ao Pronto Socorro, para ver se me davam um remédio mais forte. Pior foi a vontade de sair de casa, com 8ºC lá fora...
O hospital era perto de casa e chegamos rápido. Vazio, fui atendida logo. As manchas já haviam diminuído e a médica disse que o remédio estava fazendo efeito, era só esperar. Ficou me perguntando se já tinha tido isso antes e porque tinha esse remédio em casa. Eles não sabem que no Brasil é essa festa de comprar remédio sem receita.
Quando disse que à noite havia comido um lanche com presunto cru, mostarda, alface, rúcula e tomate, logo acharam que foi o tomate. Nunca fui alérgica a tomate, mas pode ser que os daqui tenham mais agrotóxicos. Só que ontem comi macarrão com tomate e atum e não deu nada. No domingo arrumei uns vasos e mexi com terra, e algumas vezes minha mão coçou. Acho que pode ter sido mais a terra do que a comida.
Mas um detalhe importante é que este hospital era público, e parecia melhor que muito hospital particular no Brasil. Fiz minha solicitação de residência em Milão mas ainda não recebi a carteirinha de Saúde Pública. Me apresentei no hospital com o cartão do codice fiscale (CPF) e o passaporte, e não criaram caso.
Simples assim.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Curiosidades culinárias


Pesquisando algumas receitas na internet, descobri coisas que resolvi partilhar no blog. Além de outras que já sabia.
  • Nosso famoso molho branco deriva do molho francês Béchamel, também usado na Itália, mas bem menos do que usamos no Brasil;
  • O fondue é suíço. Os camponeses, a fim de evitar desperdício, passavam pão no que havia sobrado de queijo na panela;
  • Italiano não come macarrão com molho vermelho todos os dias. Aliás, esse é o molho menos usado. Você pode preparar a pasta com brócolis, com abobrinha, funghi sechi, tomate e manjericão, etc. As opções são infinitas;
  • Molho com carne, na Itália, se chama ragù.O que conhecemos como "molho bolonhesa" foi inventado fora da Itália;
  • Ninguém conhece linguiça defumada (calabresa, toscana, etc.). Como nunca encontrei aqui em Milão, achei que era típico do Sul. Perguntei a algumas colegas de trabalho do Sul, e elas não conheciam, inclusive disseram que produtos defumados são típicos do Norte. Pesquisando na internet, encontrei o seguinte: "A calabresa é um produto nacional e parece ter sido criada sob influência de imigrantes italianos, embora não haja similar na Itália.";
  • Essa história que na Europa se bebe cerveja quente é lenda. Se a temperatura ambiente for de 8ºC, claro que a cerveja vai parecer quente. O que acontece é que ela não é quase "congelada", como no Brasil. Mas quente, jamais;
  • Chocolate é consumido no Inverno. No Verão as fábricas fecham e você praticamente não o encontra nos mercados, já que o calor é forte e o produto, derrete;
  • Cappuccino, depois das 11h da manhã, é uma heresia. Café com leite, só de manhã; 
  • Mozzarella italiana não tem nada a ver com a nossa. É branca e com um gosto bem suave, como a nossa mussarela de búfala. Já a bufalina aqui tem o mesmo aspecto, mas um sabor mais forte;
  • O nosso limão, aqui, chama lima. Pra eles, limão é aquele amarelinho;
  • Bolo se chama torta;
  • Uma das coisas mais deselegantes é usar colher para ajeitar o espaguete no garfo; cortar espaguete então...
  • Nossa panqueca tem a mesma receita da crepe francesa, que aceita recheio salgado ou doce;
  • A braciola que conhecemos é um prato do Sul. Se você pedir esse prato em um restaurante no Norte, vai receber uma bisteca de porco;
  • Carbonara NÃO leva creme de leite, por favor. A receita original é bacon com ovos e surgiu durante a II Guerra. Diz-se que soldados italianos roubaram comida de um jipe americano. Encontraram apenas ovos e bacon e criaram uma pasta com esses ingredientes;
  • Salsicha alemã é rosadinha quase branca, com um gosto bem diferente da nossa e se chama wurstel. Depois que provei essa, nunca mais consegui comer da brasileira. Salsiccia é o que conhecemos como linguiça fresca;
  • Lasanha é feita só com recheio de queijo e molho com carne;
  • A mostarda que comemos é conhecida como "americana", com um sabor que está a anos-luz da mostarda francesa. Outra coisa que não larguei mais depois que conheci.

A culinária na Itália é regional e sasonal. Apesar de ser um país pequeno, cada região difere-se bastante das outras, tanto em costumes como em clima e solo. Quanto ao clima, é praticamente impossível comer uma "polenta com gorgonzola" quando está 37ºC, não acham? Ou que tal uma saladinha caprese quando faz 0ºC? Como eu disse, nem chocolate é vendido durante o Verão. A verdade é que não existe uma "culinária italiana" única, mas sim regional.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

San Siro

No penúltimo domingo, 03/10, fomos ao San Siro assistir Juventus x Internazionale di Milano.
Dá até vergonha de falar, mas foi a primeira vez que assisti a uma partida de futebol! Ok, a estréia foi em grande estilo, mas para uma brasileira, isso é vergonha...
A verdade é que meu irmão me convidou para assistir a uma partida na Fazendinha quando eu tinha uns 14 anos, mas foi em cima da hora, nem lembro se tinha outra coisa pra fazer, e acabei não indo. Me arrependo até hoje. Depois não tive mais oportunidade. Meu irmão nunca foi muito de ir ao estádio, nem meu pai, os jogos foram ficando perigosos e nunca mais pensei no assunto.
Só voltei a ter vontade quando voltei dos EUA / Itália, em 2008. Percebi o quanto isso faz parte da nossa cultura (apesar de não aceitar esses estereótipos do Brasil no exterior: samba, futebol e Carnaval). Mesmo assim acabei não indo. Com tanta notícia de violência nos estádios, o Davide tinha receio. Eu dizia para irmos a um jogo pequeno, ele dizia que bom é ver clássico! E com isso, mesmo morando a 2km do Pacaembu, acabamos não indo.
Quando ele disse que gostaria de ir ao jogo, não me empolguei, mas ele insistiu, pois a Juventus, seu time, é de Turim e só joga 2 vezes por ano em Milão (contra a Inter ou contra o Milan).
Depois, agradeci por ele ter insistido. O estádio é perto de casa, (2km também!) pegamos um tram (bonde) e em 15 minutos estávamos lá. Comi um sanduíche de linguiça muito bom (típico de estádio) e entramos, já na hora de começar o jogo.
Nossos lugares eram no segundo anel, terceira fila, bem perto do campo. As arquibancadas são construídas quase na vertical, bem próximas ao gramado. No começo senti falta de uma "voz" narrando o jogo, ficava perdida tentando reconhecer os jogadores. Logo de cara reconheci Julio Cesar, claro, até porque ele estava bem na nossa frente. Depois achei Lúcio, Maicon e Felipe Melo. E também o holandês Wesley Sneijder (esse só pra xingar, claro). No segundo tempo entrou também Philippe Coutinho e o ídolo Alessandro Del Piero, campeão do mundo em 2006, já um pouco "cansado". Depois, já estava torcendo, gritando e xingando.
Triste foi o jogo ter acabado em 0 x 0! Até deu pra gritar Gol no começo, mas foi anulado.
Ah, uma coisa interessante é que não há divisão de torcidas, todo mundo senta junto. Claro que tinha muito mais "Interistas", time da casa, mas, por sorte, sentamos em uma fileira de "Juventinos". Bom que todo mundo é civilizado e se respeita, mas do outro lado do estádio havia um grupo grande da Juventus e me deu vontade de estar lá, cantando com a torcida. Acho que assim é muito mais emocionante.
Em pouco tempo saímos do estádio, os tram já estavam lá parados, e logo chegamos em casa.
Agora peguei gosto e já disse que quero ver um jogo do Milan, ainda mais se o Kaká voltar!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Feira

Às quintas e sábados tem feira a 200mts. de casa, só atravessar a "Piazza".
Antes mesmo que eu começasse a trabalhar, a feira de quinta já havia sido abolida. Tem muito mais roupas de barracas do que de frutas; as barracas não são dispostas como um corredor, mas cada uma em uma posição, formando um verdadeiro labirinto!
Para completar, muitas muçulmanas saem para passear com seus bebes nos carrinhos, e param para conversar no meio da feira, ou para olhar as roupas. Aí já viu, né?
A feira de sábado é mais organizada, barracas formando um corredor, mais comida e menos roupa.
Mas, o que me confunde é que todo mundo vende tudo. Você pode encostar numa barraca e comprar laranja, beringela, pêssego e salsinha! Não é dividido, como a nossa, e para comparar os preços, fico confusa!
O bom é que tudo é vendido por kilo, assim fica mais fácil comparar os preços. No Brasil, você tem que ficar olhando qual pé de alface é maior, qual bacia de legumes tem mais...
O grande problema é que você não pode por as mãos na mercadoria, é o feirante que pesa pra você. E isso é lei, se o fiscal passar (e eles passam com frequência) e ver cliente mexendo nas coisas, o feirante leva multa!
O mais engraçado é que no supermercado você pode colocar uma luvinha de plástico e escolhe as frutas. Porque na feira não fazem o mesmo?
Esta feira também é famosa pelas barracas de peixe. O problema é que os nomes são diferentes e eu conheço, no máximo, salmão, camarão e atum! Além disso, os peixes são vendidos inteiros, com cabeça! Davide me disse que quem entende diz que o peixe fresco ainda tem os olhos brilhando. O que tem olhar fosco, já morreu faz tempo.
Outra coisa interessante são as (varias) barracas de queijo. Da pra contar umas 6 ou 7, todas de produção artesanal. Nossa perdição é encostar em uma dessas barracas, Não conseguimos sair com 1 só tipo de queijo. Ah, algumas vendem salame e presunto também.
Tem também as barracas que vendem funghi (fresco ou seco); barracas de azeitona e conservas em geral (um perfume...); barraca de pão e focaccia (um pão delicioso).
Mas a campeã de audiência é a barraca do frango assado. São carros grandes, tipo trailer, que vendem aqueles frangos assados, que ficam girando, e todo tipo de comida pronta (carnes, batata assada). No sábado essa barraca fica cheia de mulheres querendo garantir o almoço. Eu nunca encostei nessas barracas, por serem cheias, e também porque não vou comprar um frango inteiro só pra mim, né?
Por incrível que pareça, percebemos que as frutas e verduras do mercado são mais frescas do que aquelas compradas na feira. Que eu saiba, aqui não existe um centro de distribuição como o CEAGESP. Talvez os mercados, por serem maiores, compram direto do produtor, garantindo alimentos mais frescos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mudanças

Nem tive tempo de vir aqui contar que minha mudança finalmente chegou, que está tudo inteiro, que sou obrigada a escrever que começo a trabalhar amanhã!
Mandei curriculum em um único dia, várias empresas e agências me chamaram, fiz 4 entrevistas e pronto! Sem contar o Instituto Brasileiro de Cultura que me chamou e eu recusei. O trabalho era interessante, secretária, atender aos alunos, organizar eventos, promover a cultura brasileira. Mas o salário era baixíssimo, o horário péssimo (12h às 21) e o contrato, por projeto, nunca efetivo.
Vou trabalhar em uma empresa chamada Genworth, seguradora, com sede em Londres. Inglês é primordial e acho que esse foi o principal motivo por ter encontrado emprego tão rápido.
Quanto à mudança, a casa é maior do que imaginávamos, mas tem menos armários. Demorei mais de 1 semana tentando arrumar tudo, com caixas por todos os lados. No fim, compramos uma estante/livraria para a sala, onde guardei os livros e algumas louças, para sobrar espaço na cozinha. No quarto, tem até espaço para uma escrivaninha!
Falta muito pouco para ficar tudo pronto, aí tiramos várias fotos e posto no Facebook!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Palavras de origem francesa

Depois desse fim de semana na França, resolvi pesquisar palavras de origem francesa incluídas no nosso vocabulário. Acredito que ainda faltem muitas, mas essas foram as que consegui achar.
A verdade é que eu adoro essa coisa de pegar uma palavra em latim e ver como ficou em todas as línguas latinas (Português, Espanhol, Italiano, Francês), as influências de outras línguas, de dialetos, etc.
Então aqui vai a lista. Se alguém tiver algo a acrescentar, mande-me!

Abat-jour - abajur
Allô - alô
Atelier - ateliê
Avalanche
Avant-garde - vanguarda
Baguette - baguete
Ballet - balé
Batôn - batom
Beige - bege
Bidet - bidê
Bijouterie - bijuteria
Bilboquet - bilboquê
Bistouri - bisturi
Bistrot - bistrô
Boîte - boate
Bonnet - boné
Borderaux - borderô
bougainville
Bouquet - buquê
Boutique - butique
Brevet - brevê
Buffet - atenção, a pronúncia correta é bifê, pois bufê, em francês, significa "comer como um porco".
Bureau
Cabaret - cabaré
Cachepot - cachepô
Cachet - cachê
Camelot - camelô
Cancan - cancã
Capot - capô
Carnet - carnê
Carrousel - carrossel
Casse-tête - cassetete
Chalet - chalé
Champagne - champanhe
Champignon
Chassis - chassi
Chateau - chatô
Chauffer - chofer
chemiseaux - chemisê
Chic - chique
Cognac - conhaque
Colaint - colant
Colants - colantes
Comité - comitê
Complot - Complô
Conduite - conduta
Coupon - cupom
Cravate - gravata
Crèche - creche
Crème - creme
Croquette - croquete
Croquis - croqui
Débuter - debutar
Décollage - decolagem
Dégradé degradê
demodée - demodê
Dossier - dossiê
Édredon - Edredom
Élite - elite
Escargot
Fecho éclair - fecho ecler
Filet - filé
flamboyant
Fondue
Garage - garagem
Garçon - garçom
Greve - greve
Grève - greve
Guichet - guichê
Guidon - guidão (da bicicleta)
Lacquer - laquê
Lingerie
Maillot - maiô
Manteau - mantô
Manucure - manicure
Mayonnaise - maionese
Menu
Métro - "chemin de fer métropolitain" (estrada de ferro metropolitana) - metrô
Mousse - musse
Omelette - omelete
Pâté - patê
Pegnoir - penhoar
Pivot - pivô
plateau - platô
Purée - purê
Revanche - revanche
Robe - robe
Robot - robô
Sabotage - sabotagem
Ski - esqui
Soutien-gorge - sutiã
Tailleur - tailler
Toilette - toalete
Touché - tuchê
Tourisme - turismo
Travesti - travesti
Tricot - tricô
Vitraux - vitrô