domingo, 31 de julho de 2011

Passou voando

 
Você passa 2 meses organizando uma viagem de 22 dias, e esses 22 dias passam muito mais rápido que aqueles 2 meses. Foi assim que o meu mês de Julho, tão atribulado, passou voando.
Foram 2 meses montando a agenda, depois pesquisando hotéis, trens e aéreo. Meses em que eu passava e repassava mentalmente tudo o que queria mostrar a minha mãe, os cardápios do dias em que ela estaria em Milão, tudo o que eu queria que ela conhecesse e provasse. E de repente eu me vi no aeroporto, coração apertado, me despedindo dela. Triste não só porque sei que vamos nos encontrar daqui 6 meses, mas também porque não deu tempo de ver e fazer tantas coisas!
Ainda bem que fui encontrá-la em Roma, porque só os 7 dias que ela ficou em Milão teriam sido muito pouco. Aliás, como sempre, Roma é uma cidade que merece um post à parte.
Mas nem deu tempo de sentir a casa tão vazia que já chegou mais uma brasileira, Elisa, vocalista da banda onde o Davide tocava no Brasil, que está viajando pela Europa há um tempinho. Melhor assim. Pelo menos me ocupo e deixo pra sentir saudades depois.

Eu, Elisa e a Duomo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tudoaomesmotempoagora

Sabe quando acontece tudoaomesmotempoagora? Então, meu mês de Julho está assim.
Comecei a trabalhar na semana que chegava minha mãe. Por um lado foi bom, porque o tempo passou voando e nem deu tempo de ficar muito ansiosa (apesar de não dormir direito a semana inteira). Como na entrevista eu disse que minha mãe estava chegando e queria uns dias (e eles concordaram), tirei a segunda-feira pra ficar com ela. Aí foram 3 dias de maratona turística intensa, com direito a picnic no Parco Sempione, visita ao Castello Sforzesco (segunda vez só neste ano) e ao Teatro alla Scala.

Parco Sempione e Arco della Pace

No domingo fomos ao Lago Maggiore mas, apesar dos 35C em Milão, o tempo lá não ajudou muito. Tentamos sair de barco mas choveu. Acabamos passando o dia conhecendo Intra, a cidade à beira do lago, e depois Bureglio, o vilarejo nas montanhas onde fica a casa da família do Davide.
Na terça-feira ela partiu para a Suíça e eu, para o trabalho. Passei a semana inteira cansada, tentando me recuperar do fim-de-semana e das noites mal dormidas da semana anterior.
Aí no último fim de semana foi a vez dos nossos amigos suíços (Karin e Benedict) virem nos visitar. O plano era passarmos um fim de semana no lago, mas mais uma vez choveu. Fizemos mais uma mini-maratona turística e servi um almoço tipicamente brasileiro, a pedido dos convidados: moqueca, mandioca frita e caipirinha! Claro que eles adoraram tudo.

Karin e Ben adorando a mandioca!

Pra completar, a semana mal começou e eu já estou animadíssima com o fim de semana, em Roma, onde encontraremos minha mãe. Depois ela volta pra Milão, fica mais uns dias e acabou a viagem. E junto com a viagem, acabou o mês!
Mas eis que eu olho para o céu e vejo uma enorme lua cheia brilhando lá em cima. E eu sempre me lembro que cheguei na Itália numa semana de lua cheia, e quando a vejo, me dou conta que mais um mês se passou. Só que dessa vez não foi só mais um mês, foram 365 dias ou 12 meses ou 1 ano!
E foram tantas coisas neste 1 ano (que passou voando) que nem dá pra ficar relembrando. Melhor ainda, tá tudo registrado aqui neste blog, que também está completando 1 ano de vida!

P.S. Escrevi o texto assim, meio correndo, porque o tempo tá curto mesmo!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mama is coming home

Il Duomo di Milano


Sabe criança quando os pais vão à escola em uma festinha? Que quer mostrar a eles onde é sua sala, a mesinha onde senta, o melhor amiguinho e a professora?
A menos de uma semana da chegada de minha mãe, é assim que me sinto. Tudo que vejo e acho bonito ou interessante, penso em mostrar a ela.
Mostrar que Milão não é só a cidade da moda e do design. É a cidade do Duomo, uma das maiores catedrais góticas do mundo, toda em mármore. É a cidade da "Última Ceia", de Leonardo da Vinci, que não é um quadro, mas um afresco. Aliás, é uma cidade cheia de obras de Leonardo, inclusive arquitetônicas, como I Navigli, um sistema de canais de irrigação e navegação. Cidade também de um dos mais famosos teatros líricos do mundo, o Scala; do Castello Sforzesco; da Pinacoteca di Brera, da Galleria Vittorio Emanuele; da Stazione Centrale, uma das mais bonitas estações de trem que já vi, toda imponente, em legítimo estilo fascista.

Galleria Vittorio Emanuele

Stazione Centrale

Quero mostrar detalhes e sabores que só se conhece quando se vive na cidade. Coisas comuns aos habitantes, não aos turistas. O melhor sorvete, o melhor cappuccino, a melhor pizza.
Como em São Paulo, quando recebíamos visitas e mostrávamos o que poderia ser interessante a um turista, mas eles se surpreendiam com coisas tão comuns a nós, moradores.
Mostrar que, apesar de ser fria e cinza durante o Inverno, Milão sabe te surpreender durante os meses quentes, quando seus moradores escapam nos finais de semana e a cidade fica à sua disposição.

I Navigli com os Alpes ao fundo

Assim como o Davide se encantou e se enraiveceu com São Paulo, eu também aprendi a admirar Milão e a me sentir um pouco sua cidadã neste quase 1 ano de convivência.
Nos poucos 6 dias em que minha mãe estará por aqui, entre uma viagem e outra, é tudo isso (e mais um pouco) que pretendo mostrar a ela e fazê-la entender como é possível amar e odiar uma cidade ao mesmo tempo.

Castello Sforzesco