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| Você tem um sonho? |
Estamos há uma semana do Natal e eu ainda não escrevi sobre meu aniversário. Mas fim de ano é sempre assim, corrido.
Meus aniversários "fora de casa" têm sido sempre viajando. Acostumada às comemorações de aniversário no calor, acho meio deprimente aniversário com frio, e viajar é uma maneira diferente de comemorar. Em 2007 meu presente foi Veneza, 2010 Roma e, neste ano, Londres.
Sim, faz só 4 meses que eu estive em Londres, mas uma cidade tão grande e tão importante, é praticamente impossível de se conhecer em 3 dias! Portanto decidimos voltar no meu aniversário. Pegamos 2 dias de férias e fizemos um fim-de-semana prolongado. Como em Agosto vimos a cidade "por fora", decidimos que desta vez nos dedicaríamos mais a museus e lugares fechados, para fugir do frio. Na verdade nem estava muito frio, muito menos choveu (o que é comum em Londres), mas ventava muito, o tempo todo.
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| South Kensington. Parece San Francisco, mas é Londres. |
Desta vez ficamos em um hotel em South Kensington, um típico bairro londrino com todas aquelas casinhas vitorianas, sem portão e com jardim na frente. Uma coisa que logo notei é que as pessoas não usam cortinas e dá pra ver as casas por dentro! Ok, eu sei que não tem perigo e ninguém tem medo de ladrão, mas e a privacidade? Eu não acho legal as pessoas que passam na rua verem o que estou comendo ou se estou brincando com meus filhos. Mas eles não pareciam se importar nem um pouco.
Na quinta-feira, 24/11, chegamos em Londres à tarde e, no caminho para o hotel, vimos várias crianças no metrô com uniformes de escola saídos diretamente do Harry Potter. Me senti em um filme!
Largamos as malas no hotel e fomos direto para a National Gallery, onde nos encontramos com nosso amigo Mattia. De lá fomos para um Pub, comemorar meu aniversário. Depois compramos estes mini cupcakes, afinal, aniversário tem que ter bolo, certo?
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Na sexta-feira, realizei um sonho antigo de conhecer Stonehenge. Pra quem acha que é apenas um monte de pedras, aqui pode encontrar um pouco de sua história http://pt.wikipedia.org/wiki/Stonehenge.
Apesar do vento fortíssimo que estava por lá e fazia com que 10°C parecessem -10°C, foi emocionante. Claro que eu já havia lido várias coisas e me informado o máximo que podia, mas pegamos o áudio-guia, que vai te explicando cada ponto, conforme você vai dando a volta. Eles dizem, por exemplo: “exatamente neste ponto, no solstício de Verão, os raios solares passam por esta pedra e atingem o altar no centro”. Ou a mesma explicação com relação ao Inverno e às outras estações. Emocionante. Só é uma pena que não se pode andar por entre as pedras, pois antigamente os turistas tiravam pequenos “souvenirs” que as estavam danificando. Hoje só é possível acessá-las nos dias de solstício de Verão e Inverno, equinócio de Outono e Primavera, quando a visitação ao monumento é gratuita e aberta ao público.
Por ser em um ponto no meio de colinas e campos, alugamos um carro para chegar até lá. Se estão lembrados, os ingleses dirigem do lado direito. Mesmo pegando um carro automático e dirigindo a maior parte do tempo na estrada, Davide disse que suou a viagem inteira, preocupado com os espelhos, com as rotatórias e conversões à direita. Mas voltamos a Londres sãos e salvos e muito felizes com a nossa “aventura”.
À tarde decidimos ir à Harrod’s e no caminho visitar a pista de patinação e a feirinha de Natal no Hyde Park. Por um “erro de cálculo”, caminhamos um pouco mais do que o esperado e atravessamos o parque todo (que é enorme), mas chegamos lá! Às 16h30 já havia escurecido e parecia noite! O parque estava completamente deserto e de vez em quando passava alguém correndo ou de bicicleta, mas tudo muito tranquilo.
Apesar do cansaço, chegamos ao nosso destino final, Harrod’s. A loja é enorme e não tivemos muito tempo para ver tudo, mas saímos contentes com algumas sacolinhas do verdadeiro chá inglês. Terminamos nossa noite num restaurante japonês.
| Torre de Londres |
Sábado foi dia de visitar a Torre de Londres, famosa por ter aprisionado, entre tantos outros, Ana Bolena. E também por abrigar o museu com as jóias da coroa. Entre outros museus que estão dentro da Torre, que na verdade é uma fortaleza, este era o único com fila para entrar! Sinceramente, acho que o museu das armaduras, ou a parte onde reconstruíram alguns aposentos, é muito mais interessante. Não me empolga muito ver a riqueza da realeza, ainda mais sabendo que grande parte de tudo aquilo foi obtido de uma forma, digamos, não muito democrática.
No sábado gostaria também de ter subido à cúpula da Catedral de Saint Paul, mas o céu não estava muito “limpo” e acabamos desistindo. Demos uma volta em Covent Garden e Piccadilly Circus e as ruas estavam lotadas de gente! Em Agosto achei que a cidade estava cheia por causa do Verão, mas num fim de semana normal, sem feriado, fiquei surpresa ao ver todo aquele movimento. E isso é uma das coisas que mais sinto falta em uma cidade pequena como Milão: essa agitação, as pessoas sempre na rua, sempre aquela sensação de que tem alguma coisa acontecendo. Depois de enfrentar até fila para entrar no metrô, decidimos jantar num restaurante indiano próximo ao hotel.
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| Globe Theater |
Reservamos a manhã do Domingo, nosso último dia, para visitar o Globe Theater, construído recentemente mas fielmente copiado do teatro utilizado por Shakespeare. Infelizmente no local onde ficava o teatro original foi construída uma fábrica de cerveja e a reconstrução do teatro teve que ser feita a cerca de 700mts de distância do local original. Mesmo não sendo exatamente o teatro de Shakespeare, a reconstrução é bem fiel e dá pra imaginar como as coisas aconteciam. Espetáculos são exibidos só nos meses de Primavera e Verão, já que o teatro é aberto. Durante os meses frios de Outono e Inverno é apenas possível visitá-lo. Como nosso tour acabou cedo, decidimos correr até o Museu de Londres, que conta a história da cidade. Adoro esses museus que contam como a cidade foi fundada e o que se mantém inalterado até os dias de hoje.
Outra coisa que notamos desta vez é que os ingleses (ou mais especificamente os londrinos) morrem de medo de eletricidade. No banheiro do hotel não havia nenhuma tomada e o secador ficava guardado no quarto. A mesma coisa quando ficamos na casa do nosso amigo, não existiam tomadas no banheiro. Por ter sempre sido uma cidade muito grande e com alta densidade populacional (entenda-se “bagunça”), Londres já passou por vários incêndios, sendo que o maior de todos praticamente destruiu a cidade. O que explica este receio em misturar energia elétrica com água.
Infelizmente nossa viagem acabou aqui, deixando ainda muito dessa cidade tão espetacular e encantadora a ser descoberto. O que, infelizmente, não poderá ser feito no próximo ano, já que em 2012 acontecem as Olímpiadas em Londres e acredito que a cidade vai estar cheia e cara durante praticamente todo o ano.
Finalizando o post (e a viagem) de aniversário, o sentimento mais forte que eu tenho, ao chegar aos 30 anos, é medo de que a vida seja curta demais para tanta viagem!
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| St. Paul em um dia lindo. Mas era Domingo. |





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