Neste fim de semana fomos para Mônaco e Nice, na França.
O Principado de Mônaco é um micro estado independente, entre a França e a Itália, com uma área de cerca de dois quilômetros quadrados.
A primeira cidade da França, logo após Mônaco, é Nice, já parte da Côte D'Azur, ou Costa Azul.
Tudo isso fica a apenas 300km de Milão, por isso fomos de carro.
A Experian, empresa onde trabalhava, tem escritório em Mônaco e o pessoal mora em Nice, por ser bem mais barata. Mandei um email a Alex, um colega de trabalho que esteve no Brasil várias vezes, pedindo dicas sobre a cidade, e ele nos convidou para ficar em sua casa.
Alex é parisiense e se mudou para Nice por causa do trabalho, e disse que não pretende mais voltar a Paris. Tem razão, morar próximo ao mar é tudo de bom.
Na sexta à noite nos encontramos em Mônaco para um happy hour. Depois ele nos mostrou um pouco da cidade, um trecho da pista do GP de F1, onde acontece a largada.
Depois fomos para Nice e nos encontramos com um amigo dele, filho de portugueses nascido e criado na França. Falamos a noite toda em Inglês, mas se eu precisava explicar alguma coisa, podia falar em Português com ele.
Já achei a cidade bem gostosa. Saímos à meia-noite e as ruas estavam cheias de pessoas, tudo iluminado, bem tranquilo. Fomos a um barzinho e eu pedi um crepe au chocolat. Delicioso.
No sábado Alex queria nos levar a Saint-Tropez, de barco, mas quando chegamos ao porto o passeio já havia partido. Mas tudo bem, eu queria mesmo era andar por Nice e conhecer melhor a cidade. As outras cidades da Côte D'Azur (Saint-Tropez, Cannes, Antibes) posso conhecer depois. Prefiro fazer as coisas com calma, a fazer tudo correndo e não conhecer bem nenhuma cidade.
Nice é um pouco estranha, pois algumas casas não estão bem cuidadas, sujas, sem pintura, e outras estão conservadas, lindas. É uma cidade um pouco bagunçada.
Após o almoço decidimos ir até Mônaco e Alex foi para casa, pois estava com gripe. Eu estava bem cansada, mas vida de turista é assim mesmo, né?
Mônaco nos lembrou Las Vegas: é tudo tão limpinho, tão direitinho, que não parece real.
O Cassino de Monte Carlo parece maior que o Palácio onde vive a família real!! Vimos também a Catedral, onde se casou Grace Kelly e onde ela está enterrada, mas infelizmente estava havendo uma missa e não pudemos visitar seu túmulo. O "país" é tão pequeno que em pouco tempo você vê tudo. Só não conseguimos entrar no Museu Oceanográfico pois já estava fechando. Segundo Alex, Jacques Cousteau ajudou a fundá-lo.
No sábado à noite, na volta para casa, entramos em um supermercado, para ver como era, e eu fiz meu estoque de La Roche-Posay!! Além de os produtos serem mais baratos que na Itália, vários estavam em promoção, pagando 2 pelo preço de 1. Já que eu sei que preciso usar, senão minha pele sofre, me garanti até a próxima viagem à França.
Depois nem saímos para jantar porque Alex estava bem mal da gripe e nós estávamos cansados, então decidimos dormir cedo para aproveitar o domingo.
Ah, esqueci de falar do café-da-manhã que ele nos preparou, com croissants, pain au chocolat, baguete com geléia... hum! Isso é o bom de ficar na casa de alguém, pois você vê os costumes deles.
Antes de ir para a praia, passamos por um Mercado das Flores, uma feira de rua, basicamente. Davide tirou fotos lindas, mas achei as coisas caras e Alex me confirmou que era uma coisa bem turística. Depois ele nos levou a uma lojinha de biscoitos deliciosos, queríamos comprar tudo!
Então fomos para a praia e, infelizmente, não foi dessa vez que fiz meu banho mediterrâneo. A água estava bem gelada, e a temperatura fora também não era das mais altas. Os meninos entraram, eu fiquei nas pedras. Sim, as praias são todas de pequenas pedras, muito ruim para andar. O pessoal chega, estende a toalha ali e deita. Bem incômodo.
Depois almocei a tão esperada salada niçoise e, infelizmente, tivemos de voltar. :(
A impressão que ficou foi que, sim, francês é um povo nojento. Alex foi super simpático, conversamos sobre várias coisas, mas sempre tem um comentário do tipo "ah, os melhores doces são franceses". Ou quando falávamos de viagens e ele disse que a Alemanha não é bonita, que na Inglaterra só Londres é legal, e que a Córsega é o lugar mais lindo do mundo. Ou seja, só eles são legais.
Sem contar outras coisas como: os franceses foram os primeiros habitantes do Rio de Janeiro, os franceses influenciaram a criação da Bossa Nova, etc. Em tudo que é bom tem o dedo de um francês.
Claro que eles têm importante participação em muitos pontos da história e da cultura, mas um pouco de humildade não faz mal, né? Além do mais, existem muitas outras coisas boas no mundo.
Mas o mar deles é realmente de um azul espetacular, e assim que acabar o inverno e começar a primavera, quero voltar lá e conhecer outras cidades da Côte D'Azur.
Pra falar a verdade, fiquei até com vontade de aprender francês. Primeiro porque é péssimo estar em um lugar onde você não fala nem entende nada. Escrito até vá lá, mas a pronúnica deles...
Outra coisa que me fascina também é toda essa semelhança entre as línguas latinas (Português, Espanhol, Italiano, Francês). Às vezes vejo uma palavra e já começo a fazer associações com as outras línguas.
Quem sabe quando voltar lá já não estarei arriscando algumas palavrinhas?
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Burocracias
Nosso amigo Edoardo, de Roma, disse que o Brasil é uma Itália "crescida". Que se a Itália fosse grande igual ao Brasil, a bagunça seria a mesma. E ele tem razão.
Antes de vir à Itália, fomos ao Consulado Italiano em São Paulo e solicitamos meu visto, para evitar problemas ao entrar na Europa. Foi tudo muito rápido, sem custo nenhum. Ao me entregar o visto, me explicaram que eu teria 8 dias para procurar a Polícia e me registrar como residente aqui.
Pois bem, antes da minha chegada, Davide começou a procurar o que eu deveria fazer e não encontrou nada na internet. Sabia apenas o endereço da Polícia.
Fomos até lá e encontramos uma fila enorme, dando volta no quarteirão. Como o Davide precisava trabalhar, fomos embora. Meu sogro conhece um senhor que trabalha lá e nos deu alguns nomes para que não ficássemos na fila (o "jeitinho" não é privilégio dos brasileiros).
Fui com meu sogro, já que o Davide precisava trabalhar e eu me sentia mais segura com um italiano. Mesmo pulando a fila, esperamos umas 2 horas para sermos atendidos, sem contar a bagunça do lugar, carrinho de bebê no meio do caminho, criança chorando, gente que não fala italiano e faz confusão... Só para terem uma idéia, tive que tirar 4 fotos e lá dentro tinha aquelas máquinas automáticas. Um cara ficou lá dentro um tempão, a foto já estava pronta, mas ele não saía porque não entendia como a máquina funcionava!! Quando eu entrei, fiz tudo em menos de 5 minutos. Como pode uma pessoa solicitar permissão para viver em um país se não sabe nem falar a língua? Acho que o governo deveria exigir uma prova, no mínimo.
Voltando à minha odisséia, quando fui atendida, a mulher me explicou todos os documentos que faltavam e me entregou uma declaração que deveria ser preenchida pelo Davide. Perguntei sobre esse prazo de 8 dias para me registrar e ela me olhou com cara de "ah é".
Na semana seguinte, o Davide tirou um dia de folga para resolver as coisas comigo. Infelizmente o amigo do pai dele já estava de férias e não tivemos nenhuma "ajuda". Quando chegamos, o funcionário que entrega as senhas disse que não tinha mais número para o dia, que estava tudo cheio, mas poderia fazer um agendamento para dali 15 dias. Perguntamos novamente essa coisa do prazo de 8 dias e ele nos mandou procurar a Prefeitura. Fomos até lá e um funcionário, super atencioso, nos deu um site e explicou que ali encontraríamos tudo. Encontramos?
O mais irritante era que não encontrávamos um único lugar que explicava como fazer, que documentos levar, etc.
No dia do agendamento fomos novamente à Polícia. Apesar de termos um horário agendado, tivemos que ficar quase 1 hora na fila. Quando chegou nossa vez, disseram que aquele agendamento era para retirada de impressão digital, não para o "permesso di sogiorno", documento que me permite viver e trabalhar aqui. Além disso, a mulher disse que só estavam resolvendo "casos urgentes", por ser período de férias. Foi preciso que o Davide ficasse nervoso e usasse os nomes dos conhecidos do pai para que ela nos entregasse a senha. Desta vez, esperamos quase 4 horas. Quando chegou nossa vez, já estávamos nervosos achando que não iam querer nos atender. Por sorte, pegamos um funcionário tranquilo, educado, que recolheu todos os documentos, me pediu para tirar as impressões digitais e voltar ali, que o documento seria impresso. Nem acreditamos. Com mais 1 hora de espera, estávamos com o documento na mão!!
A impressão que deu é que eles não facilitam a sua vida para justificar o trabalho deles. Por isso não tem nada na internet, não te explicam direito o que fazer, apesar da reserva você tem que ficar na fila (pra fazer número), ou até essa de não te deixar entrar, dizendo que têm muito serviço, e você é atendido normalmente. Burocracia típica de governos inflados de funcionários sem utilidade.
Mas, apesar de tudo, desembolsei apenas 14,52€ e perdi um pouco de tempo. Ao contrário do Davide, no Brasil, que pagou R$200,00, entregou vários documentos, esperou 1 ano por uma resposta, e quando voltou, pediram os mesmos documentos já entregues, mais umas taxas de R$200,00. Quando questionamos que aqueles documentos já haviam sido entregues, eles alegaram que era outra fase do processo. Como assim?? A pessoa não é a mesma? Depois de morar 1 ano e meio no Brasil, o Davide saiu sem o documento definitivo. Já aqui, em menos de 1 mês eu tenho um documento com validade de 5 anos!
Mas a novela não acaba aqui. Agora deveria tirar o codice fiscale, tipo CPF. Fui até uma agência fiscal, 1,5km de casa. Na internet dizia que o horário era das 9h às 13h. Cheguei lá às 11h45 e a mulher disse que já era tarde e não estavam mais entregando senhas!! A sala estava vazia e faltava mais de 1 hora para finalizar o horário deles!!
Fiquei indignada e voltei para casa. Eles não querem mesmo trabalhar e não tem vergonha disso!!
No dia seguinte, fui mais cedo e, em menos de meia hora já estava com o documento em mãos!! Tinha necessidade de me mandar embora no dia anterior?
Agora, para ter acesso à saúde pública, você tem que se registrar como residente em Milão. Agendei um horário via internet (moderníssimo!!) e devo comparecer com meus documentos em 16 de Setembro.
Vamos ver se finalizo a seção "documentos" ou se vou ter mais "causo" pra contar aqui.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Finalmente, o sol
Finalmente, o fim de semana foi de muito sol e calor.
Sábado fomos para o lago e chegamos para o almoço. Levei uma salada de camarão com alface e tomate, meu sogro tinha outra salada, pão, carne, e almoçamos no jardim.
Após o almoço, fomos para uma piscina que tem por lá, tipo um clube, que você paga para passar o dia e pode usar piscina, vestiário, etc. Apesar do sol quente, a água estava fria. Aliás, mesmo a água do lago é sempre fria, acho que porque à noite a temperatura cai bastante.
Como eu havia dito, a queima de fogos que deveria ocorrer na semana passada foi cancelada por causa da chuva, e ficamos sabendo que uma cidadezinha do outro lado do lago ia fazer sua queima de fogos no sábado à noite. Meu sogro disse que poderíamos ir de barco e assisti-la do lago, de dentro do barco.
Convidamos uns amigos, mais um primo, atingimos a lotação de 8 pessoas e fomos. A noite estava bem agradável, todos levaram casacos pesados porque esperavam frio, mas nem vento tinha.
Um passeio de barco à noite já é gostoso, e a queima de fogos foi bem bonita. Claro que não se compara com os nossos Reveillons, mas ficou bonito. Eu tive até um pouco essa sensação de "ano-novo", por estar ali vendo a queima de fogos numa noite de verão.
Depois ainda fomos a um barzinho com mais amigos que não couberam no barco. No cardápio tinha batidas e caipirinhas, e achei engraçado que "batida de morango, batida de coco, batida de manga", estavam escritos assim mesmo, em Português.
No domingo acordamos um pouco tarde, mas o sol já estava forte e o dia, quente. Combinamos com o pessoal de passar o dia no barco, inclusive almoçar lá dentro.
Fui na frente com o Davide e saímos sozinhos para um passeio. Como este barco é maior do que o outro que eles tinham, ele não tinha habilitação apropriada e teve que fazer aulas, e a prova foi há 15 dias. Então, sairmos sozinhos foi um desafio. Depois voltamos ao cais e pegamos o resto do pessoal.
Ficamos o dia todo passeando de barco, parando de vez em quando para o pessoal dar um mergulho. Eu, claro, não entrei porque a água tava fria. Encontramos um outro primo, que tem barco a vela, e ele tinha um aparelho que media a temperatura da água: 22°C!! Pensa que a água do nosso banho tem, mais ou menos, 30°C!
Foi bom passar o dia no barco, mas depois, à noite, parecia que o chão balançava e que ainda estávamos na água! Péssimo.
Nos dois dias esteve conosco um casal muito simpático: Paolo e Cristina. Eles ainda são namorados, mas estão juntos há muitos anos. Ele é muito divertido, fala besteira o tempo todo, faz piada de tudo. Ela também é bem simpática e um pouco divertida, mas mais séria que ele. Na verdade eles estavam também no passeio a Brigerbad, na Suíça, mas só neste fim de semana que conversamos mais.
Dêem uma olhada nas fotos e vídeos no Facebook para terem uma idéia.
Sábado fomos para o lago e chegamos para o almoço. Levei uma salada de camarão com alface e tomate, meu sogro tinha outra salada, pão, carne, e almoçamos no jardim.
Após o almoço, fomos para uma piscina que tem por lá, tipo um clube, que você paga para passar o dia e pode usar piscina, vestiário, etc. Apesar do sol quente, a água estava fria. Aliás, mesmo a água do lago é sempre fria, acho que porque à noite a temperatura cai bastante.
Como eu havia dito, a queima de fogos que deveria ocorrer na semana passada foi cancelada por causa da chuva, e ficamos sabendo que uma cidadezinha do outro lado do lago ia fazer sua queima de fogos no sábado à noite. Meu sogro disse que poderíamos ir de barco e assisti-la do lago, de dentro do barco.
Convidamos uns amigos, mais um primo, atingimos a lotação de 8 pessoas e fomos. A noite estava bem agradável, todos levaram casacos pesados porque esperavam frio, mas nem vento tinha.
Um passeio de barco à noite já é gostoso, e a queima de fogos foi bem bonita. Claro que não se compara com os nossos Reveillons, mas ficou bonito. Eu tive até um pouco essa sensação de "ano-novo", por estar ali vendo a queima de fogos numa noite de verão.
Depois ainda fomos a um barzinho com mais amigos que não couberam no barco. No cardápio tinha batidas e caipirinhas, e achei engraçado que "batida de morango, batida de coco, batida de manga", estavam escritos assim mesmo, em Português.
No domingo acordamos um pouco tarde, mas o sol já estava forte e o dia, quente. Combinamos com o pessoal de passar o dia no barco, inclusive almoçar lá dentro.
Fui na frente com o Davide e saímos sozinhos para um passeio. Como este barco é maior do que o outro que eles tinham, ele não tinha habilitação apropriada e teve que fazer aulas, e a prova foi há 15 dias. Então, sairmos sozinhos foi um desafio. Depois voltamos ao cais e pegamos o resto do pessoal.
Ficamos o dia todo passeando de barco, parando de vez em quando para o pessoal dar um mergulho. Eu, claro, não entrei porque a água tava fria. Encontramos um outro primo, que tem barco a vela, e ele tinha um aparelho que media a temperatura da água: 22°C!! Pensa que a água do nosso banho tem, mais ou menos, 30°C!
Foi bom passar o dia no barco, mas depois, à noite, parecia que o chão balançava e que ainda estávamos na água! Péssimo.
Nos dois dias esteve conosco um casal muito simpático: Paolo e Cristina. Eles ainda são namorados, mas estão juntos há muitos anos. Ele é muito divertido, fala besteira o tempo todo, faz piada de tudo. Ela também é bem simpática e um pouco divertida, mas mais séria que ele. Na verdade eles estavam também no passeio a Brigerbad, na Suíça, mas só neste fim de semana que conversamos mais.
Dêem uma olhada nas fotos e vídeos no Facebook para terem uma idéia.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Ferragosto
Milão está parecendo uma cidade fantasma, e tudo por causa do Ferrgosto.
Mas o que é isso?
O termo Ferragosto deriva do latim feriae Augusti (descanso de Augusto), instituído pelo imperador Ottaviano Augusto em 18 a.C., que coincidia com uma antiga festa existente no mesmo mês, Consualia, que celebrava a colheita e o fim dos principais trabalhos agrícolas. Hoje coincide também com a festa católica de Assunção de Maria, celebrada em 15 de Agosto.
Portanto Ferragosto é um feriado, dia de festa, de almoçar com a família, de viajar, de se refrescar nas águas do mar, rio ou dos lagos.
Infelizmente este ano o feriado caiu no domingo. E, pior ainda, choveu o fim de semana inteiro. Ou seja, não aproveitamos nada.
Mas a explicação para a cidade estar completamente vazia é que estamos em pleno verão, em mês de férias escolares. Agosto, na Europa, é como Janeiro para nós. E acho que Ferragosto é como Reveillon, porque todo mundo vaja, ninguém fica na cidade, e à noite tem até queima de fogos!!
Como o feriado cai bem no meio do mês, muita gente tira férias uma semana antes e/ou uma semana depois, então estamos bem no período crítico. Tudo na cidade está fechado: farmácias, lojas, restaurantes, cabeleireiros...
Semana passada saí em busca de um creme, pois minha pele estava pedindo socorro, e tive que andar 3km e passar por 3 farmácias até encontrar uma aberta! Os intervalos entre trens do metrô chegam a 10 minutos!
Para se ter uma idéia, algumas vezes uso o elevador do prédio pela manhã, e quando vou usar novamente à tarde, ele continua parado no meu andar. Ou seja, todos os outros 13 apartamentos estão vazios...
Isso é um pouco irritante porque, se você não quer tirar férias agora, não consegue fazer mais nada também. Se o seu carro quebra, o conserto é só em Setembro, se você quer comprar algum produto, eletrodoméstico, a entrega é só em Setembro também. Sem contar que te olham como um retardado se você diz que não vai tirar férias agora. O Davide começou a trabalhar há 2 meses, acho muito natural que ele não tire férias agora, mas se quisesse, poderia tirar uma semana. Preferimos guardar nossos dias para escaparmos no Brasil, quando estiver frio por aqui. Além do mais, por ser alta temporada, tudo fica mais caro e mais cheio.
Portanto, aqui fica uma dica para quem pretende viajar à Europa: fuja do mês de Agosto, período de altíssima temporada. Pelo menos na Europa Meridional, porque parece que nos países nórdicos é diferente.
O Davide tirou um dia de férias na sexta-feira para viajarmos ao Lago e aproveitarmos melhor o feriado. Choveu e achamos melhor não ir, ainda mais que levaríamos minha sogra e ela ficaria presa em casa. Sábado amanheceu chovendo também e ficamos sem saber o que fazer. Almoçamos com ela e pretendíamos ir à tarde, mas meu sogro ligou de lá e disse que era melhor não irmos, pois estava chovendo forte e a temperatura caíra.
Finalmente o domingo amanheceu com sol e pudemos ir. Estava um dia bonito, com sol, e o almoço foi bem gostoso, com mesa no jardim e tudo. Mas mal acabamos a sobremesa e o tempo começou a fechar. A chuva veio forte, até com pedras de gelo, e a temperatura caiu, pelo menos, uns 10°C!! A explicação que me deram é que a chuva vem dos Alpes, onde ainda tem neve, e por isso é assim gelada.
Por causa do mau tempo, os fogos de artifício foram cancelados, e nós viemos embora no começo da noite, com medo também de pegar mau tempo na estrada.
Infelizmente, não tenho tido muita sorte neste verão italiano em tempos de aquecimento global.
Mas o que é isso?
O termo Ferragosto deriva do latim feriae Augusti (descanso de Augusto), instituído pelo imperador Ottaviano Augusto em 18 a.C., que coincidia com uma antiga festa existente no mesmo mês, Consualia, que celebrava a colheita e o fim dos principais trabalhos agrícolas. Hoje coincide também com a festa católica de Assunção de Maria, celebrada em 15 de Agosto.
Portanto Ferragosto é um feriado, dia de festa, de almoçar com a família, de viajar, de se refrescar nas águas do mar, rio ou dos lagos.
Infelizmente este ano o feriado caiu no domingo. E, pior ainda, choveu o fim de semana inteiro. Ou seja, não aproveitamos nada.
Mas a explicação para a cidade estar completamente vazia é que estamos em pleno verão, em mês de férias escolares. Agosto, na Europa, é como Janeiro para nós. E acho que Ferragosto é como Reveillon, porque todo mundo vaja, ninguém fica na cidade, e à noite tem até queima de fogos!!
Como o feriado cai bem no meio do mês, muita gente tira férias uma semana antes e/ou uma semana depois, então estamos bem no período crítico. Tudo na cidade está fechado: farmácias, lojas, restaurantes, cabeleireiros...
Semana passada saí em busca de um creme, pois minha pele estava pedindo socorro, e tive que andar 3km e passar por 3 farmácias até encontrar uma aberta! Os intervalos entre trens do metrô chegam a 10 minutos!
Para se ter uma idéia, algumas vezes uso o elevador do prédio pela manhã, e quando vou usar novamente à tarde, ele continua parado no meu andar. Ou seja, todos os outros 13 apartamentos estão vazios...
Isso é um pouco irritante porque, se você não quer tirar férias agora, não consegue fazer mais nada também. Se o seu carro quebra, o conserto é só em Setembro, se você quer comprar algum produto, eletrodoméstico, a entrega é só em Setembro também. Sem contar que te olham como um retardado se você diz que não vai tirar férias agora. O Davide começou a trabalhar há 2 meses, acho muito natural que ele não tire férias agora, mas se quisesse, poderia tirar uma semana. Preferimos guardar nossos dias para escaparmos no Brasil, quando estiver frio por aqui. Além do mais, por ser alta temporada, tudo fica mais caro e mais cheio.
Portanto, aqui fica uma dica para quem pretende viajar à Europa: fuja do mês de Agosto, período de altíssima temporada. Pelo menos na Europa Meridional, porque parece que nos países nórdicos é diferente.
O Davide tirou um dia de férias na sexta-feira para viajarmos ao Lago e aproveitarmos melhor o feriado. Choveu e achamos melhor não ir, ainda mais que levaríamos minha sogra e ela ficaria presa em casa. Sábado amanheceu chovendo também e ficamos sem saber o que fazer. Almoçamos com ela e pretendíamos ir à tarde, mas meu sogro ligou de lá e disse que era melhor não irmos, pois estava chovendo forte e a temperatura caíra.
Finalmente o domingo amanheceu com sol e pudemos ir. Estava um dia bonito, com sol, e o almoço foi bem gostoso, com mesa no jardim e tudo. Mas mal acabamos a sobremesa e o tempo começou a fechar. A chuva veio forte, até com pedras de gelo, e a temperatura caiu, pelo menos, uns 10°C!! A explicação que me deram é que a chuva vem dos Alpes, onde ainda tem neve, e por isso é assim gelada.
Por causa do mau tempo, os fogos de artifício foram cancelados, e nós viemos embora no começo da noite, com medo também de pegar mau tempo na estrada.
Infelizmente, não tenho tido muita sorte neste verão italiano em tempos de aquecimento global.
sábado, 14 de agosto de 2010
Brigerbad
Nosso plano era ir ao Lago, mas os primos do Davide ligaram e disseram que estavam planejando fazer este passeio de um dia.
Encontramos com eles na entrada do Lago, ainda na estrada, e fomos todos juntos, 4 carros no total.
Nossa primeira parada foi a 2000mts de altura, para um pic-nic!! O termômetro do carro marcava 16°C e eu tive até que pegar uma blusinha. Estava sol, mas vinha um vento gelado!! O topo das montanhas ainda estava coberto de neve.
Depois pegamos o carro de novo e descemos para o vale onde fica Brigerbad, que tinha uma temperatura de mais de 27°C.
Na verdade fomos direto à estação termal da cidade, seu principal atrativo. São várias piscinas, sendo que uma tem temperatura entre 27°C e 37°C, além de uma gruta com água a 40°C, considerada a mais quente da Europa!!
Na gruta nem pude ficar muito tempo, pois minha pressão é baixa e me sinto mal com água muito quente, mas a água era realmente bem quente!!
Na verdade, nem vi muito da Suíça, a maioria das fotos tirei de dentro do carro mesmo, mas neste clube já deu pra perceber como eles são. Tudo muito limpo e organizado. Íamos pra piscina e deixávamos nossas coisas no gramado, sem nenhuma preocupação!
Claro que indo e voltando no mesmo dia não dá pra ver muita coisa, mas tem vários passeios de trens muito bonitos na Suíça, que pretendo fazer com mais calma, mais pra frente.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Boas novas
As boas notícias de hoje são:
- minha mudança, finalmente, foi liberada pela Receita ontem e deve embarcar no navio de domingo;
- a internet foi instalada no apto hoje, inclusive já estou aqui;
- o aquecedor a gás, que não estava funcionando, está ok agora
Agora só falta montarmos o guarda-roupas e trazermos os colchões para cá. Aí vamos viver dessa maneira "provisória" até nossas coisas, finalmente, chegarem aqui.
A previsão agora é de 3 semanas no navio + 2 semanas para liberação da alfândega aqui. Se tudo der certo...
Problemas de pele
Quando estive na Itália pela primeira vez, era inverno e minha pele ficava muito seca. Tão seca que tive alergia e me coçava toda.
A primeira coisa que me perguntaram (e foram amigos do Brasil!!) era se eu estava tomando banho todos os dias, pois a água muito quente resseca a pele e poderia aumentar a irritação. Tive que me habituar a usar cremes, coisa rara, pois minha pele sempre foi muito oleosa e eu, muito preguiçosa.
E achei que tudo isso aconteceu porque não estava acostumada com o inverno, e a calefação por toda parte piorava a situação.
Ao chegar no Brasil, procurei uma dermatologista, que por coincidência havia morado na Espanha e também falou dos banhos, e me receitou um hidratante sem perfume. Ela também recomendou que, quando estivesse muito frio e quisesse usar 2 calças, que eu usasse leggins de cores claras, como branco, pois as cores escuras têm pigmentos que podem dar alergia; e que fugisse das meias de lãs, ou outros produtos sintéticos. Na verdade, eu sempre percebi que não me sentia bem quando usava meia-calças, tanto as finas, como aquelas mais grossas, de inverno.
Uma amiga me recomendou uma linha hipoalergenica da Davene, com sabonete e hidratante. E desde então, é só o que uso. Não sabendo o que encontraria por aqui, fiz um estoque de mais de 10 sabonetes e uns 5 cremes hidratantes e trouxe para cá.
A primeira coisa que me perguntaram (e foram amigos do Brasil!!) era se eu estava tomando banho todos os dias, pois a água muito quente resseca a pele e poderia aumentar a irritação. Tive que me habituar a usar cremes, coisa rara, pois minha pele sempre foi muito oleosa e eu, muito preguiçosa.
E achei que tudo isso aconteceu porque não estava acostumada com o inverno, e a calefação por toda parte piorava a situação.
Ao chegar no Brasil, procurei uma dermatologista, que por coincidência havia morado na Espanha e também falou dos banhos, e me receitou um hidratante sem perfume. Ela também recomendou que, quando estivesse muito frio e quisesse usar 2 calças, que eu usasse leggins de cores claras, como branco, pois as cores escuras têm pigmentos que podem dar alergia; e que fugisse das meias de lãs, ou outros produtos sintéticos. Na verdade, eu sempre percebi que não me sentia bem quando usava meia-calças, tanto as finas, como aquelas mais grossas, de inverno.
Uma amiga me recomendou uma linha hipoalergenica da Davene, com sabonete e hidratante. E desde então, é só o que uso. Não sabendo o que encontraria por aqui, fiz um estoque de mais de 10 sabonetes e uns 5 cremes hidratantes e trouxe para cá.
Qual não foi a minha surpresa quando as coceiras começaram de novo?
Como assim, se estamos no Verão??
E foi então que percebi que o problema é a água. Não sei explicar, mas a água daqui parece mais pesada. Eles sempre disseram que a água daqui tem calcário, e por isso têm que comprar produtos especiais para a lava-roupas, lava-louças, etc. para não acumular calcário e não estragá-las. Não sou química e não sei até que ponto isso afeta a pele.
Às vezes, de manhã, decido só jogar uma água no rosto, não usar sabonete, para não agredir a pele, mas ela fica seca do mesmo jeito. Ou seja, a culpa não é do sabonete. Percebi que meu adorado sabonete em barra não fazia espuma; que não estava funcionando na minha pele.
Soube que é por isso que se usa sabonete líquido bem cremoso, para repôr o que a água tira. O problema era que eu não poderia usar um sabonete ultraperfumado, porque minha alergia continuaria igual (sim, eu também sou alérgica a perfumes). Comecei a procurar sabonetes sem perfumes em lojas no centro de Milão e a única resposta que tive foi: Clinique a 17€!!
E agora? Morrer pobre ou morrer me coçando??
Por sorte, quando fomos ao mercado, encontrei um sabonete líquido hipoalergênico, sem perfume, bem suave. E bem em conta também!
Parece que está funcionando, mas mesmo assim não posso ficar sem hidratante. Até mesmo as mãos, que sempre se rebelavam e suavam quando eu usava cremes, estão pedindo um hidratante de vez em quando.
Sinto saudades das manhãs em que meu rosto brilhava e eu o lavava com sabonete comum, para a pele ficar bem sequinha. Agora ele pede hidratação duas vezes ao dia, pelo menos.
Saudades também da amiga que, há 6 anos, me dizia “Você é novinha, tem a pele tão bonita, cuida bem dela porque, daqui poucos anos, ela já vai pedir cuidados.”
P.S. Depois de escrever o post, resolvi dar uma pesquisada na internet sobre os problemas que o calcário presente na água pode causar, e achei este produto La Roche-Posay. Parece que realmente o problema é a água...
La Roche-Posay Lipikar Óleo de Banho 200ml
Lipikar Óleo de Banho
P.S. Depois de escrever o post, resolvi dar uma pesquisada na internet sobre os problemas que o calcário presente na água pode causar, e achei este produto La Roche-Posay. Parece que realmente o problema é a água...
Protege a pele dos efeitos desidratantes do calcário da água. Proporciona os lipídeos necessários à recontrução da barreira cutânea.
Indicações:
Peles muito secas e irritadas da criança e do adulto.
Propriedades:
Protege a pele dos efeitos desidratantes do calcário. A fórmula enriquecida com derivados de manteiga de karité forma, em contacto com a água, uma emulsão muito fina, que proporciona os lípidos essenciais à reconstrução da barreira cutânea.
Resultados:
Nutrida, a pele redescobre o prazer do banho e uma sensação de conforto duradoura.
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