Eu esperava um verão californiano, mas estava frio e nublado. Mal sabia que seria assim quase todo o tempo...
Após 15 horas de vôo, com escala em Miami, cheguei com uma mala a menos e cheia de expectativas. Já no aeroporto tive que pôr meu Inglês em prática com uma funcionária da American Airlines.
Depois peguei uma van, o tal do shuttle, onde conheci Maria Penha, brasileira, que se tornaria minha amiga. Aliás, a única brasileira minha amiga, porque eu me afastava deles, já que estava lá para treinar meu Inglês.
Elaine, minha host-mother, havia avisado que estaria fora, em um curso, e a chave de casa estava grudada na porta com durex!! Era mais fácil já deixar a porta aberta...
Entrei e a casa estava vazia, e eu estava morrendo de fome, pois nas 5 horas de vôo entre Miami e San Francisco nos deram apenas água. Deixei minhas coisas e fui procurar uma lanchonete, qualquer coisa. Mas o bairro era extremamente residencial. Por sorte, encontrei um mercadinho onde comprei macarrão já pronto, para esquentar no microondas, e uma Sprite. Voltei pra casa, comi e fui me deitar.
Marinheira de primeira viagem, coloquei todas as roupas em uma mala, e os sapatos e outras tranqueiras na outra. E qual foi a mala que sumiu? A de roupas, claro. Por sorte pus algumas coisas na mala de mão, mas mesmo assim não estava preparada para o clima que encontrei.
No fim do dia Elaine chegou e jantamos eu, ela e Andrew, um estudante polonês. Lembro que ela ficava fazendo perguntas a mim e a ele, para que nos entrosássemos. Depois combinamos o horário de ir à escola no dia seguinte e fui me deitar, ainda perdida com o fuso horário, o clima e a falta da minha mala.
E depois desse dia, minha vida nunca mais foi a mesma.
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