domingo, 22 de maio de 2011

Frutas

Minha fruteira, transbordando de sabores
Esta semana cheguei da feira contentíssima.
A feira está explodindo de cores e perfumes. Pêssegos, nectarinas, morangos e cerejas a 2€ o quilo!
O Inverno é um período tão triste, tão triste, que a fruta da estação é a maçã (frutinha sem graça, pra mim). Ou então, um pouquinho melhor, de mexericas. Aí a gente acaba caindo no chocolate, por falta de opção mesmo.
Mas agora que o chocolate está sumindo dos supermercados por causa do calor, não nos resta outra opção que comer todas essas frutas deliciosas!
Isto é mais um ponto de aprendizado cultural. Quando o morango começou a aparecer na feira, há 2 meses, eu queria comprar e o Davide dizia que não, que ainda era cedo e a fruta não estaria boa. Agora, no auge da Primavera, o morango é tão doce que nem precisa de açúcar. Ok, no Brasil também tem estação certa para algumas frutas, mas outras estão sempre na banca, como melão, abacaxi, mamão, abacate ou maracujá. Até mesmo o morango, ultimamente, tem aparecido na feira quase o ano todo.
O mesmo acontece com as verduras. No Inverno não restava muita opção, mas agora vemos favas, ervilhas, rabanetes e rucola por todo lado.
É preciso aprender a época certa de fazer certas receitas e não adianta ter vontade de pêssego no Natal, porque o único disponível é pêssego em calda!
Também é preciso aprender a conviver com a saudade das nossas frutas: jaboticaba, manga, maracujá, abacaxi... Manga é tão cara que eu nunca tive coragem de comprar, ainda mais sabendo que terá gosto de congelada. Abacaxi, pra comer, só comprei uma vez. Nas outras fiz suco. Ele é mais ácido e não tem um sabor forte, parece um pouco aqueles sucos artificiais. Outra fruta que encontro por aqui é o avocado, aquele menorzinho, mas uso só pra fazer guacamole, porque comer puro não dá, não tem gosto de nada.
E aí a gente tem que ir se adaptando: adoro nectarinas, mas sinto saudades daquela jabuticaba docinha que explode na boca.

sábado, 14 de maio de 2011

Noite Tropical


Sábado passado fizemos a "inauguração" do nosso terraço. Sim, inauguração, porque ele ficou abandonado durante todo o Inverno.
Para quem não sabe, temos um terraço de 11m², que acomodou, com folga, 10 pessoas sentadas ao redor de uma mesinha de jardim.
Para a "festa", convidamos os colegas de trabalho do Davide. E o tema era "Noite Tropical", com muita comida brasileira, claro.
Aproveitei a ocasião para descongelar a massa de pastel e testar meus dotes culinários. A noite começou com torta de legumes (a mesma receita já postada aqui no site) e salpicão de frango; depois mandioca frita e pastel de carne e queijo. Infelizmente a sobremesa não foi por minha conta, já que as meninas fizeram questão de trazer cheesecake e bolo de laranja. Ah, e fizemos também uma mega batida de coco e algumas caipirinhas.
O pessoal ficava me chamando pra sentar lá fora e eu não saía da cozinha. Mas a verdade é que eu estava adorando ficar ali, preparando todas aquelas novidades, e o pessoal elogiando.
O saldo foi uma noite com temperatura agradável e muito divertida, mas o que mais me deu prazer mesmo foi comer meu pastelzinho.
Pra completar, domingo foi Dia das Mães aqui também, e convidei minha sogra e meu cunhado para almoçar aqui (meu sogro foi almoçar com a nonna no lago). Já no sábado preparei um lombo assado e, no domingo de manhã, fiz um brigadeirão. De entrada servi alguns pastéis que sobraram e um pouco de salpicão. Tudo muito elogiado também.
Como toda cozinheira, odeio a bagunça que fica na cozinha depois. Mas nem isso me tira o prazer de cozinhar, ainda mais quando é pra mostrar tudo de bom que vem da minha terra.

Queria finalizar este post com uma homenagem à minha avó, Elora, a melhor cozinheira que eu já conheci. Eu vou carregar pra sempre o arrependimento em ter provado tarde demais o seu bolinho de bacalhau. Mas eu nunca vou esquecer do pão-de-ló de laranja com aquele "açuquinha" em cima que ninguém consegue fazer igual, nem do enrolado de presunto e queijo, ou do canudinho recheado de coco que ela me deixava "ajudar" a fazer. Imaginem como era ser cozinheira num tempo em que não existia liquidificador ou batedeira!
Quando eu era criança, sempre diziam que eu tinha o narizinho dela, mas hoje eu vejo que a genética foi muito além disso.

Uma das mais lindas fotos da minha avó com meu pai e minhas tias

sábado, 30 de abril de 2011

Toscana


Se Roma é o Rio de Janeiro, Toscana é Minas Gerais. É aquele lugar lindo cheio de colinas e vales, onde se come bem e as pessoas são alegres e festeiras. Terra de Leonardo DaVinci, Dante Alighieri, Michelangelo, Maquiavel, Roberto Benigni e dos Medici, é uma das regiões mais ricas, cultas e belas da Itália.
A Toscana é daqueles lugares que nenhum ser humano deveria morrer sem tê-la visto. É a Itália que habita o imaginário de muita gente. É perfeitamente compreensível que muitos turistas ingleses ou americanos enlouqueçam e comprem casas ali.
Antes que eu inicie a contar minha viagem na Páscoa, sugiro alguns filmes passados na Toscana: "Sob o Sol da Toscana", "Beleza Roubada", "O Paciente Inglês" e "A Vida é Bela". Aliás, foi depois de assistir "Sob o Sol da Toscana" que Davide me disse que deveríamos marcar o casamento e me prometeu mostrar tudo o que há de mais belo em seu país. E a promessa se cumpriu no último fim de semana.
Pra mim é muito estranho que no país berço da Igreja Católica não seja feriado na Sexta-Feira Santa, e ninguém soube me explicar o porquê. Aqui é feriado na segunda, que eles chamam de Segunda-Feira do Anjo, momento da anunciação da Ressurreição.


Pois bem, nossa viagem começou no sábado e estava prevista para acabar na terça-feira, já que Davide tirou um dia de férias. Durante os 4 dias o clima não colaborou muito, sem chuvas, mas sempre nublado, cinzento.
No sábado, antes de chegarmos ao nosso destino, Gaiole in Chianti, Davide quis me mostrar uma cidadezinha próxima à Florença onde ele viveu por 4 anos, durante sua infância. O vilarejo fica sobre uma colina e a vista de lá é belíssima. A lembrança que ele tem daquele lugar é que havia sempre muitas festas.
Nosso hotel também era em um vilarejo, meio fora da cidade, em meio a vinhedos e olivais. Muito charmoso,  era dividido em várias casas. Nosso "pacote" incluía vinoterapia (imersão em uma banheira com vinho e água morna), jantar em uma Champagneria de Siena e degustação de vinhos em 2 vinícolas locais. O problema é que uma dessas vinícolas, Barone Ricasoli, pertence à família do barão que inventou o corte de vinho chamado Chianti! Foram só 4 taças, mas foi uma experiência maravilhosa, e não teve como sair sem algumas garrafas.
A Champagneria de Siena era uma graça. Aliás, Siena é uma graça, ainda mais à noite, sem hordas de turistas. Até fiquei um pouco decepcionada quando voltei no dia seguinte e vi centenas de pessoas em frente a todos os monumentos, tirando foto de tudo.
Na segunda-feira, quando o feriado estava terminando para muita gente, começou a melhor parte. Saímos do hotel e fomos pelas estradinhas de Chianti parando em várias cidadezinhas. Entre elas a medieval San Gimignano, muito linda, mas também cheia de turistas. Dormimos em Pisa, que à parte a torre, é uma cidade bem mal-cuidada. Após o jantar, fomos de carro até próximo à torre e vê-la assim, à noite, toda iluminada, parecia irreal! Parecia de gesso, algo montado assim, de propósito. Como fazem os americanos em Las Vegas.
San Gimignano vista de uma de suas 14 torres

A torre mais famosa do mundo
Na manhã de terça vimos a torre com mais calma e depois fomos para Lucca, uma cidade não muito procurada por turistas mas muito graciosa. Também bastante medieval, possui enormes muralhas onde é possível até andar de bicicleta! Depois de almoçar em uma deliciosa trattoria "sincera" (em italiano, um "ristorante sincero" é aquele honesto, para não-turistas), alugamos duas bicicletas e saímos passeando sobre as muralhas, vendo a cidade de cima, descendo apenas quando víamos algum ponto mais interessante.
Depois disso, tivemos que pegar a estrada de volta e acabou meu sonho toscano. Mas voltei pra casa agradecida de poder vê-la, assim como acontece com Roma.
Sobre as muralhas de Lucca

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Design & Amigos

Com a Primavera, chegaram também os turistas. Nunca vi a cidade tão cheia como no último fim de semana. Fila para entrar na Duomo, fila para subir ao topo da catedral, fila para tomar um sorvete, fila para tudo!
Além da Primavera, a explicação para essa invasão de turistas na cidade é o Salão de Móveis de Milão, a mais importante feira de design do mundo.
Quarta-feira fomos com nosso amigo Paolo, que é designer e desenhou estas cafeteiras lindas, ao Fuori Salone, uma série de exposições de novos designers fora do salão oficial. E claro, muito mais divertido, como tudo que é extra-oficial. Passamos a noite entrando em galpões de antigas fábricas procurando festas e objetos interessantes. E o que mais se via eram estrangeiros, até mesmo brasileiros!





Mas não foi só a cidade que foi invadida por turistas, minha casa também.
Nos últimos 2 finais de semana recebi a visita da minha amiga Ligia, que veio a trabalho, mas aproveitou a escala em Milão para me visitar e passear um pouco. E deu sorte, porque os dias estavam lindos, chegando a fazer 31C no sábado!
Com os italianos em SP, aprendi a ver a cidade com outros olhos e a buscar o que poderia ser interessante a um turista. Aqui em Milão ainda tenho um pouco essa veia turística, porque ainda estou descobrindo a cidade. Mas é interessante também mostrar um lado não muito turístico, mostrar os hábitos das pessoas que vivem aqui, coisas que não vemos quando estamos a passeios.
Por exemplo, levei-a para tomar o que considero o melhor sorvete de Milão, e que não está no circuito centro-pontos turísticos. E expliquei que, não importe a ordem que você peça os sabores, eles tem já a ordem certa de colocá-los na casquinha. Geralmente eles colocam o mais forte por baixo e o mais suave por cima. Como os vinhos, que tem ordem certa a serem degustados. E isso aprendi por que? Porque tenho um italiano que me explica!
Também fomos tomar café da manhã num bar típico Siciliano, do outro lado da cidade, bem escondido. Coisa que só quem conhece acha.
Outro ponto de estranheza para ambas as partes é o banheiro. Aqui é normal jogar o papel no vaso, e os brasileiros ficam com medo que vá entupir. Já para os italianos no Brasil, é motivo de crise jogar papel sujo no cestinho. Tanto que meu sogro não acreditou em mim e entupiu o vaso de um apartamento em Ubatuba!
Além disso tudo, certas coisas só acontecem com certos amigos.
No domingo estávamos passando de carro pelo Centro e vi uma cara conhecida, então me dei conta que era Mano Menezes! Se a Ligia não tivesse chamado "Mano!" e ele não tivesse dado "tchauzinho", não teria tido coragem de descer do carro e sair correndo pra tirar uma foto, acrescentando "Podemos tirar uma foto? Somos Corinthianas!". Já dizia meu pai que corinthiano e puxa-saco tem em todo lugar...
São essas coisas que podem até dar vergonha depois, mas na hora você nem pensa, porque tem um amigo do lado, e depois se diverte lembrando.
É por isso que não tenho amigos brasileiros aqui. As pessoas sempre me perguntam se não faço amizade com brasileiros e não acho que deva ser amiga de uma pessoa só porque dividimos a mesma nacionalidade. Na verdade a única brasileira amiga é a Fernanda, que eu já conhecia no Brasil e faz parte da família.
Eu sinto falta dos meus amigos brasileiros, daquelas pessoas que eram minhas amigas porque tínhamos afinidades, não porque simplesmente morávamos na mesma cidade ou estudávamos na mesma escola.
Sinto saudades das risadas de muitos deles, de conversar sobre cinema ou literatura, dividir novas receitas, relembrar o que passamos juntos e organizar jantares temáticos. Sinceramente acho muito mais fácil encontrar amigos italianos que compartilhem os mesmos gostos do que fazer amizade com alguém que também sinta falta do maracujá e do churrasco, do Reveillon na praia e da simpatia no atendimento ao cliente. Depois que comentarmos as nossas saudades, o que sobra de assunto?

Eu, Ligia e a Duomo. Parece montagem, mas não é.

Eu e Mano

Mano e Ligia

quarta-feira, 30 de março de 2011

Seção Mandioca


Quando você mora fora do seu país, a primeira coisa que descobre é onde ficam as lojinhas de produtos étnicos. Logo que cheguei a Fernanda me ensinou o caminho da Plaza Latina. Uma lojinha pequena com 90% de produtos brasileiros e os outros 10%, do resto da América Latina.
Na primeira vez em que fui, voltei contente com latas de leite condensado, palmito, paçoquinha, doce de banana, suco de maracujá, azeite de dendê e leite de coco. Mas ainda faltava a mandioca. E o pastel.
Graças ao Facebook, descobri que havia um mercadinho atrás da Stazione Centrale, próximo aonde trabalhava na época, que talvez tivesse mandioca. Mais do que depressa fui lá conferir e não é que tinha mesmo? O Kathay é chinês e tem vários produtos asiáticos e sul-americanos. Bem maior que o outro mercado, alguns preços também são melhores. Quando vou lá, não resisto e volto sempre com mais de 1kg de mandioca! O problema é descascar, já que em SP comprava já descascada. Mas o Davide consegue descascá-la como o "negão" da feira!
Quinta-feira passada não foi diferente: voltei carregada de mandioca, leite de coco e trigo para kibe.
Convidei o Francesco pra jantar em casa no sábado e assistirmos Tropa de Elite 2, já que ele, apesar de fazer aulas de Português com a cunhada aqui, precisa de uma ajudinha com as gírias.
Mas o que fazer para acompanhar a mandioca? Moqueca 2 vezes na mesma semana, não. Aí achei na internet uma receita de kibe de ricota. Fiz e ficou bom, mas até o Davide admitiu que o kibe de carne tem o sabor mais forte.
A mandioca era tanta que deu até pra congelar um pouquinho pra outra ocasião. Assim eu não preciso ficar carregando 2kg toda vez que tenho vontade de comer!
Além do mais, com essas lindas noites de Primavera que estão chegando, podemos estrear nosso terraço e nada melhor que muita mandioca, pastel e kibe!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Seção Culinária: Moqueca

Dentre os meus prazeres na cozinha, o maior de todos é servir comida brasileira aos italianos.
Meu cunhado adora mandioca frita; minha sogra, mousse de maracujá (e tudo o mais relacionado à fruta).
Ontem recebi mais um casal de amigos para desfrutar deste prazer. Claudia trabalhou comigo na Genworth e já foi ao Brasil várias vezes à trabalho ou em férias. Já declarou que pretende morar em São Paulo quando se aposentar.
Recebi-os com moqueca de merluza, caipirinha e mousse de maracujá. Felizmente aqui em Milão tem um mercadinho brasileiro onde encontro leite de coco e azeite de dendê. Tem também suco de maracujá concentrado para a mousse, mas o sabor é um pouco mais fraco do que o Maguary. E para a caipirinha, bem, 3 garrafas de cachaça vieram na mudança, e na volta do Brasil trouxemos uma Espírito de Minas. Então, é caipirinha original!
Portanto, nem preciso dizer que eles adoraram tudo! E não tem nada melhor do que elogiarem sua comida, ainda mais se for a comida do seu país!
Aliás, outro caso que me deixou orgulhosa foi o do bacalhau no Natal. Também aprendi a fazer bacalhoada por causa do vegetarianismo do Davide. Fiz no Natal de 2009, pela primeira vez.
Depois que cheguei aqui e vi que o filé de bacalhau era super barato (13€ o kilo), decidi fazer mais uma vez. Convidamos o primo do Davide, Marco, e um amigo que mora com ele, Paolo, para jantarem aqui. Os meninos adoraram, repetiram e perguntaram se o prato era típico brasileiro. Expliquei que era português, mas muito tradicional no Brasil.
Pois bem, quando estávamos combinando o Natal em Bureglio, na casa da mãe de Marco, e eu me ofereci para levar alguma coisa, ela me pediu a bacalhoada, que o filho tinha adorado! Assim que cheguei com a bacalhoada, ela me pediu para separar um pouquinho para o outro filho, que estava na casa da sogra. Além disso, todo mundo que passava lá à tarde para cumprimentar, ela dava um pouquinho para provar. O maior sucesso!!


Bacalhoada antes de ir ao forno

sexta-feira, 18 de março de 2011

Primavera

Primavera - Sandro Botticelli

Davide sempre me disse que chegaria um dia em que sentiríamos que o Inverno havia acabado, e que a Primavera estava chegando.
Este dia foi hoje.
Quando a temperatura chegou a 20C, larguei a limpeza de casa e fui pra rua, não poderia perder este evento! Fiquei tão feliz que até passei na melhor sorveteria de Milão, Gelateria Marghera (indicada inclusive pela Susana Werner! http://www.caras.com.br/secoes/noticias/noticias/susana-werner-indica-points-internacionais/), a 800mts de casa, e voltei pra casa, feliz, com meu "gelato".
Nos últimos 3 dias só choveu, o céu cinzento, com cara de tristeza, apesar da temperatura já estar acima de 0. Portanto, quando hoje o dia amanheceu ensolarado, cheio de vida, foi ainda melhor!
As pessoas na rua ainda estão usando seus casacos, mas você as sente já mais leves, mais sorridentes.
Daniel da Graça, meu colega luso-francês, que foi morar em SP por causa da namorada brasileira, me dizia que é muito bom morar numa cidade quente, mas que não gostava dessa coisa de não ter uma grande mudança entre as estações. Ele dizia que era bonito ver a Primavera chegar, com todos saindo às ruas, para aproveitar o sol.
Hoje eu comprovei que ele tinha razão.
Quando cheguei do Brasil também chovia e os dias estavam cinzas, e isso só me deixou ainda mais deprimida e triste. Olhava as pessoas na rua, debaixo dos seus casacos, luvas, cachecóis e gorros, e tinha a impressão que o frio era uma condição perene de Milão. Sabia que o calor chegaria um dia, mas esse dia parecia tão longínquo...
Essa mudança de temperatura deixa tudo mais bonito e alegre, e tudo parece mais fácil. Apesar das saudades e de toda a dificuldade em morar fora, é muito mais "leve" enfrentá-las com um céu azul e uma Melissa nos pés!